Exército, cansado de vigiar o Alemão, quer sair já

Militares j manifestaram inteno de deixar posio; ministro Celso Amorim conversou a respeito com governador Srgio Cabral; presidente Dilma quer presena at 2012

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247_O ministro Celso Amorim, da Defesa, vai comprar uma briga feia com o Rio de Janeiro. Segundo o jornal Valor, em matéria publicada nesta segunda-feira, o ministro quer, para desespero do governador Sérgio Cabral – e dos cariocas -, tirar os 1,6 mil soldados que ocupam o morro do Alemão, no Rio. O assunto vem sendo tratado com discrição dentro do governo, mas está longe de ser uma unanimidade. Altas patentes do exército estariam pressionando Amorim para a retirada do exército, mas a presidente Dilma já teria se comprometido com o governador Sérgio Cabral a manutenção das tropas até 2012. Já outras correntes das Forças Armadas defendem que os soldados devem manter atividades fora dos quartéis.

Por trás da retirada das tropas estaria um desconforto dos militares com a proximidade dos soldados com os traficantes, cuja presença, apesar de residual, ainda é percebida na favela. “O exército precisa sair logo do Alemão”, diz uma alta patente militar. “Não há dialogo com trafico de drogas”. Mas não é só isso. Os altos custos envolvidos na operação também preocupam. Desde novembro de 2010, quando os militares chegaram ao Alemão, o Exército já desembolsou quase R$ 300 milhões, que equivalem à metade do orçamento de 2011 para a modernização da força, e podem chegar a R$ 500 milhões até 2012.

A retirada antecipada dos militares pode ser prejudicial ao projeto do governo de fazer um trabalho social no Alemão e implementar a UPP, prevista para março. Conjunto de treze favelas encravadas na Zona Norte do Rio., com 65 mil habitantes, o Alemão é considerado das áreas mais violentas do Rio.

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