Explosão: vítimas reclamam de falta de assistência

Uma semana depois da explosão que atingiu 54 imóveis na Rua São Luiz Gonzaga, em São Cristóvão, zona oeste do município do Rio, muitas das mais de 70 famílias desalojadas continuam esperando por um primeiro contato da prefeitura; segundo várias pessoas afetadas pelo incidente, a ação do governo municipal se resumiu a distribuição de copos d'água e a um cadastro feito pela Defesa Civil, no dia da tragédia

Uma semana depois da explosão que atingiu 54 imóveis na Rua São Luiz Gonzaga, em São Cristóvão, zona oeste do município do Rio, muitas das mais de 70 famílias desalojadas continuam esperando por um primeiro contato da prefeitura; segundo várias pessoas afetadas pelo incidente, a ação do governo municipal se resumiu a distribuição de copos d'água e a um cadastro feito pela Defesa Civil, no dia da tragédia
Uma semana depois da explosão que atingiu 54 imóveis na Rua São Luiz Gonzaga, em São Cristóvão, zona oeste do município do Rio, muitas das mais de 70 famílias desalojadas continuam esperando por um primeiro contato da prefeitura; segundo várias pessoas afetadas pelo incidente, a ação do governo municipal se resumiu a distribuição de copos d'água e a um cadastro feito pela Defesa Civil, no dia da tragédia (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 - Uma semana depois da explosão que atingiu 54 imóveis na Rua São Luiz Gonzaga, em São Cristóvão, zona oeste do município do Rio, muitas das mais de 70 famílias desalojadas continuam esperando por um primeiro contato da prefeitura.
Segundo várias pessoas afetadas pelo incidente, a ação do governo municipal se resumiu a distribuição de copos d'água e a um cadastro feito pela Defesa Civil, no dia da tragédia.

"Estamos muito tristes, pois ninguém da prefeitura procurou essas famílias. Então, nos mobilizamos e arrecadamos roupas e alimentos para elas. Muitas das famílias atingidas já arrumaram um lugar para ficar por conta própria, seja alugado, na casa de parentes ou em abrigos", disse o autônomo Jailson Alves, um dos primeiros moradores da região a tentar socorrer as vítimas, poucos minutos depois da explosão.

"Também ajudamos a limpar e a improvisar soluções para quem mora ou trabalha no entorno e sofreu com o impacto da explosão", acrescentou. As informações são do jornal O Globo.

Em nota, a secretaria municipal de Desenvolvimento Social informou que já fez o atendimento de 41 pessoas de 11 famílias envolvidas na explosão. De acordo com a pasta, a equipe, formada por seis assistentes sociais e cinco educadores chegou ao local do acidente ainda na madrugada de segunda-feira, oferecendo abrigos da rede de proteção do município, além de cestas básicas e colchonetes.

Outro lado

A secretaria informou que, das 11 famílias, apenas uma pessoa aceitou acolhimento e permanece no abrigo Plínio Marcos, no mesmo bairro. As assistentes sociais voltaram a oferecer acolhimento, colchonetes e cesta básicas, mas somente duas famílias aceitaram os itens.

O governo também afirmou que as assistentes sociais disponibilizaram telefone e endereço de contato do Centro de Referência Especializado da Assistência Social Simone de Beauvoir para as famílias voltarem a fazer contato, caso necessitem.

Para fornecer recomendações jurídicas e ajudar os envolvidos na tragédia a retirarem documentos perdidos, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e o Detran-RJ, organizaram, no último domingo (25), um mutirão próximo ao Colégio Pedro II, em São Cristóvão.

Segundo o defensor público Sérgio Luis Monteiro, as vítimas que procuraram o serviço foram orientadas a reunir todas as informações possíveis para entrar com ações, enquanto aguardam o resultado da perícia feita pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Civil.

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