Famílias do Quilombo Campo Grande vivem mais um dia de terror com ameaça de despejo e cercadas pela PM de Zema

Governador de Minas, Romeu Zema, segue com ordem de reapropriação de posse no Quilombo Campo Grande e 450 famílias seguem no local resistindo ao despejo. MST relata cenas de terror no local

Quilombo Campo Grande resiste
Quilombo Campo Grande resiste (Foto: MST)
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247 - Os policiais militares seguem nesta sexta-feira (14) às ordens do governador de Minas, Romeu Zema, que exigiu a retomada de posse no Quilombo Campo Grande, assentamento do Movimento Sem Terra que acomoda 450 famílias formada na  região de litígio entre São Paulo e Minas Gerais. 

O presidente do MST, João Pedro Stédile, fez o relato em suas redes sociais . “mais um dia de terror no sul de Minas graças a vontade do Governador Zema em despejar 450 famílias, incluindo idosos e grávidas. Muitos integrantes do grupo de risco expostas ao vírus e à iminência de uma violência policial”. 

Já a Central Única de Trabalhadores informou que “as famílias estão há 48 horas em resistência, sem dormir ou se alimentar direito. E não há como evitar aglomeração. Policiais também podem estar se contaminando”. 

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Nesta quinta-feira (14) após atear fogo no Acampamento Quilombo Campo Grande para tentar retirar as famílias que resistem no local, a Polícia Militar de Minas Gerais cercou o acampamento e os moradores resistem no local desde então. 

Segundo informações difundidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTS), a situação está se agravando. “A polícia sitiou as famílias durante todo o dia. Elas ficaram sem acesso à alimentação. As passagens foram bloqueadas para que a nem imprensa, nem apoiadores do movimento pudessem chegar. Helicópteros sobrevoam a área com policiais apontando armas. E estão anunciando a chegada da tropa de choque”, relatou.

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