‘Fratura Exposta’: presos deixam superintendência da PF no Rio

O ex-secretário de saúde do Rio Sérgio Côrtes, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita foram para o Instituto Médico Legal para fazer exames de corpo de delito, no centro da capital fluminense; os três são acusados de participarem de um esquema de desvio de verba da saúde liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB); o prejuízo foi de pelo menos R$ 300 milhões entre 2006 e 2017, segundo as investigações

Rio de Janeiro - Policiais federais cumprem mandado de prisão preventiva contra o ex-secretário estadual de Saúde do Rio e ex-diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Sérgio Côrtes ( Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Policiais federais cumprem mandado de prisão preventiva contra o ex-secretário estadual de Saúde do Rio e ex-diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Sérgio Côrtes ( Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Os três presos na operação Fratura Exposta deixaram a superintendência da Polícia Federal por volta das 15h10 desta terça-feira (11). O ex-secretário de saúde do Rio Sérgio Côrtes, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita foram para o Instituto Médico Legal para fazer exames de corpo de delito, no centro da capital fluminense. Os três são acusados de participarem de um esquema de desvio de verba da saúde liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB). O prejuízo foi de pelo menos R$ 300 milhões entre 2006 e 2017.

De acordo com as investigações, quando era diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Côrtes teria favorecido a empresa Oscar Iskin, da qual Miguel é sócio, nas licitações do órgão. Os dois são sócios em outras empresas.

Também estão sendo investigados desvios na Secretaria de Estado de Saúde, com o pagamento de propina para a organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral. O esquema envolveria pregões internacionais, com cobrança de propina de 10% nos contratos, nacionais e internacionais.

Desse percentual, 5% caberia a Cabral, 2% a Sérgio Côrtes, 1% para Cesar Romero, 1% para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e 1% para sustentar o esquema, segundo a investigações. A PF apontou, ainda, que Iskin pagava uma mesada de R$ 450 mil para a organizacão criminosa do ex-governador.

 

 

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