Freixo: “as rachadinhas não são um esquema de Flávio, mas da família Bolsonaro”

"A movimentação suspeita nos cargos e salários do gabinete de Jair Bolsonaro quando ele era deputado mostram que as rachadinhas não são um esquema de Flávio, mas da família", afirmou o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) ao comentar a rotatividade intensa e incomum de assessores no gabinete de Bolsonaro nos 28 anos de mandato como deputado federal

Marcelo Freixo
Marcelo Freixo (Foto: Agência Câmara)
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247 - O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) criticou o clã presidencial, após um levantamento publicado no jornal Folha de S. Paulo apontar que Jair Bolsonaro, nos 28 anos como deputado federal, abrigou em seu gabinete nove ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), investigado no esquema de lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio - ele era deputado estadual.

"A movimentação suspeita nos cargos e salários do gabinete de Jair Bolsonaro quando ele era deputado mostram que as rachadinhas não são um esquema de Flávio, mas da família. Nove assessores do 01 que estão sendo investigados eram lotados no gabinete de Jair na Câmara", escreveu o parlamentar no Twitter.

Causou estranhamento uma rotatividade intensa e incomum de assessores no gabinete de Jair Bolsonaro. Entre os assessores contratados por Bolsonaro está Nathália Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, preso no último dia 18 em Atibaia (SP) por envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro para beneficiar Flávio na Alerj. De acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017.

A Câmara dos Deputados proibiu a rotatividade em 2003 sob o argumento de que a prática tinha como objetivo obrigar a Casa a pagar a rescisão contratual de assessores e benefícios como 13º salário proporcional e indenização por férias. 

Assessores de Bolsonaro tiveram seus salários até quadruplicados após serem exonerados e readmitidos. Depois algumas das remunerações salários eram reduzidas.

A rotatividade atingiu um a cada três dos mais de cem funcionários que passaram pelo gabinete de Bolsonaro, entre os anos de 1991 e 2018.

As readmissões passaram a ser permitidas apenas após 90 dias da saída dos funcionários.

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