Garis são escoltados durante limpeza no Rio

Equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) estão saindo para trabalhar escoltados por seguranças privados e policiais militares. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, nem todas as equipes estão sendo escoltadas; a prioridade foi dada aos grupos que estão trabalhando em áreas onde houve piquetes 

Equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) estão saindo para trabalhar escoltados por seguranças privados e policiais militares. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, nem todas as equipes estão sendo escoltadas; a prioridade foi dada aos grupos que estão trabalhando em áreas onde houve piquetes 
Equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) estão saindo para trabalhar escoltados por seguranças privados e policiais militares. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, nem todas as equipes estão sendo escoltadas; a prioridade foi dada aos grupos que estão trabalhando em áreas onde houve piquetes  (Foto: Leonardo Lucena)
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Vítor Abdala - Repórter da Agência Brasil

Equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) estão saindo hoje (6) para trabalhar escoltados por seguranças privados e policiais militares. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, nem todas as equipes estão sendo escoltadas. A prioridade foi dada aos grupos que estão trabalhando em áreas onde houve piquetes ontem.

Uma equipe que trabalhava na limpeza da Avenida Presidente Vargas, no centro, contava com o apoio de um carro do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Já na Rua Uruguaiana, também no centro, uma equipe de oito garis trabalhava sem qualquer escolta. Uma das trabalhadoras, que presta serviços há seis meses na Comlurb e não quis se identificar, disse ter receio de ser atacada por grevistas.

"Ontem houve colegas que tiveram que correr e se esconder em um quartel da Guarda Municipal. Estou com medo, pois da mesma forma que surgiram [os grevistas] do nada ontem, quem garante que não aparecerão hoje de novo?"

Líder do movimento grevista, Celio Viana disse que não acredita que as agressões tenham partido de garis que resolveram aderir à paralisação. "O gari não tem essa índole de agredir o companheiro de trabalho. Não dá para dizer quem está fazendo essas agressões. Cabe à polícia investigar." Segundo ele, a greve continua até que algum representante da prefeitura se reúna com os trabalhadores para ouvir e atender as reivindicações.

Na região da Uruguaiana, a quantidade de lixo era grande e o cheiro forte tomava conta das ruas. A lojista do Mercado Popular da Uruguaiana Eunice Tambarelli reclamava do fedor. "Isto aqui virou uma verdadeira lixeira. Hoje tivemos que limpar o mercado. Mas não é só aqui. Venho da Vila da Penha [zona norte] e de lá para cá há lixo por toda a cidade".

Neste momento, os grevistas fazem um protesto em frente à sede da Comlurb, na zona norte da cidade. A paralisação começou no último sábado (1º).

Renato Sorriso, conhecido por desfilar no carnaval do Rio sambando e varrendo a pista da Marquês de Sapucaí, também participa do protesto. "Estamos lutando por nossos direitos. Não sou cachorro, sou gari. Acho importante essa mobilização, mas sem agressão."

A assessoria de imprensa da Comlurb não soube dizer quantos garis aderiram à greve. O movimento quer um encontro com representantes da prefeitura para negociar nova proposta de ajuste salarial e melhores condições de trabalho, em vez da que foi acordada pelo sindicato e pela Comlurb na segunda feira e que prevê aumento de cerca de R$ 70. Os garis reivindicam um reajuste de R$ 400.

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