Marta Suplicy diz que se recicla visando eleição à prefeitura de SP

A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, declara que está se dedicando a ajudar a construir uma "frente de centro-esquerda", diz que apoia a campanha Lula Livre, mas não se arrepende de ter ajudado o golpe de Estado que destituiu a presidenta Dilma Rousseff

(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

247 - Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Marta Suplicy, hoje sem partido, não se arrepende do apoio que deu ao golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff em 2016, mas admite que a passagem pelo MDB não foi bem recebida por seus eleitores e foi o fator fundamental da sua derrota na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2016.

Na tentativa de se reaproximar de setores da esquerda, Marta tem suavizado as críticas mais ácidas ao PT e passou a defender a bandeira do  Lula Livre.

Marta diz que está empenhada na articulação de uma "frente de centro-esquerda" para combater o bolsonarismo nas eleições municipais de 2020, o que poderia ser um estágio para construir algo parecido na eleição presidencial de 2022.

Marta participou no começo de setembro no lançamento do movimento Direitos Já, que reuniu quadros de 16 partidos em oposição a Bolsonaro. Segundo ela, isto simboliza o caminho político que pretende trilhar nesta fase. 

A ex-prefeira diz que não está em nenhum partido e não é candidata a nada. "Mas quero colaborar para que a gente possa fazer uma frente ampla como já tivemos no Brasil quando Carlos Lacerda se juntou a João Goulart e Juscelino. A primeira etapa é a eleição para a prefeitura de São Paulo. Temos que isolar o bolsonarismo. Será um aperitivo para 2022.”, diz.

Marta deixa em aberto a possibilidade de apoiar um candidato petista em 2020 e informa que tem conversado com a presidenta do PT, a deputada Gleisi Hoffmann. 

A ex-petista considera que a “a bandeira do ‘Lula Livre’ divide”, mas avalia que ela é “imperiosa para o PT”.  

Marta Sublicy não faz, contudo autocrítica do apoio que deu ao golpe que destituiu a presidenta Dilma em 2016. 

Apesar de dizer que pretende se aproximar da centro-esquerda, vê com simpatia a candidatura de Luciano Huck à presidência da República em 2022. "Acho Luciano Hucl um nome muito interessante. Ele tem se esforçado numa aprendizagem da política de forma muito focada. Não vejo como uma candidatura que cai do céu, como o (João) Doria (governador de SP), que não sabia patavina da cidade”, afirma a ex-ministra, que diz que há algum tempo saiu “dessa história de esquerda e direita”.

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