Governo afasta servidores que estavam em ato pró-CPI

Os funcionários da Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro Leandro Carlos de Souza e Maicon Justino de Jesus foram demitidos e, segundo a assessoria da pasta, o motivo foi a participação de ambos, sem autorização, do protesto pró-CPI do Ônibus nesta quinta-feira

Os funcionários da Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro Leandro Carlos de Souza e Maicon Justino de Jesus foram demitidos e, segundo a assessoria da pasta, o motivo foi a participação de ambos, sem autorização, do protesto pró-CPI do Ônibus nesta quinta-feira
Os funcionários da Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro Leandro Carlos de Souza e Maicon Justino de Jesus foram demitidos e, segundo a assessoria da pasta, o motivo foi a participação de ambos, sem autorização, do protesto pró-CPI do Ônibus nesta quinta-feira (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio247 – Os funcionários da Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro Leandro Carlos de Souza e Maicon Justino de Jesus foram demitidos dos seus cargos, após integrarem um grupo de nove manifestantes a favor da atual formação da CPI (Comissão Parlamentares de Inquérito) dos Ônibus. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, ambos "tiveram suas exonerações publicadas no Diário Oficial, por terem participado, sem autorização, da manifestação durante o expediente de trabalho".

Curiosamente, identificando-se como "Bruno Bruno, um amigo de Leandro Carlos publicou em sua página no Facebook fotos tiradas nas galarias do Plenário da Câmara Municipal do Rio. Ele dizia: "Hoje (quinta-feira) eu apareço em todos os jornais! A porrada vai comer!".

O fato é que o grupo pró-CPI é liderado por Jéssica Ohana, militante do PMDB do governador Sérgio Cabral e do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A jovem teria sido a responsável por dar orientações para fazer com que os manifestantes evitassem a imprensa, de acordo com informações do jornal O Globo. Mesmo com integrantes sendo militantes de partidos políticos, um rapaz identificado como Renato Fernandes disse que o grupo era apartidário. De qualquer maneira, nem todos os que estavam no grupo atenderam às solicitações da jovem.

Esse mesmo grupo pró-CPI, que tinha a participação dos funcionários exonerados da secretária estadual de Governo, foi acusado de milicianos não apenas pelo grupo rival, mas também pelo chefe da segurança da Câmara de Vereadores, o coronel Marcos Paes. Segundo ele, um rapaz tentou agredi-lo "há tempos" na entrada lateral da Casa. "Eu o conheço da época em que comandei o 3º BPM (Méier). Ele é do Jacarezinho e pode ser miliciano", disse o coronel.

Em meio ao tumulto nas proximidades da Câmara, integrantes do grupo pró-CPI se refugiaram em dois carros da polícia e, depois, foram levados para a delegacia. No entanto, não houve constatação 5ª DP de que algum deles tinha ligação com milícias ou fosse policial militar.

 

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