Governo do Rio nega racionamento de água

Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão afirmou que ainda não foi necessário acionar planos de contingência para garantir o abastecimento de água no estado; "É um sistema que impacta três estados (...). São planos de contingência que, se precisar, serão feitos, mas até agora não são necessários", disse o governador, durante o lançamento do Pacto pelas Águas, no Palácio Guanabara, sede do governo

Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão afirmou que ainda não foi necessário acionar planos de contingência para garantir o abastecimento de água no estado; "É um sistema que impacta três estados (...). São planos de contingência que, se precisar, serão feitos, mas até agora não são necessários", disse o governador, durante o lançamento do Pacto pelas Águas, no Palácio Guanabara, sede do governo
Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão afirmou que ainda não foi necessário acionar planos de contingência para garantir o abastecimento de água no estado; "É um sistema que impacta três estados (...). São planos de contingência que, se precisar, serão feitos, mas até agora não são necessários", disse o governador, durante o lançamento do Pacto pelas Águas, no Palácio Guanabara, sede do governo (Foto: Leonardo Lucena)
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Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou quinta-feira (22) que ainda não foi necessário acionar planos de contingência para garantir o abastecimento de água no estado.

Ele negou que haja racionamento na região metropolitana, que enfrenta falta de água. Segundo o governador, existem vários planos de contingência e a questão tem sido discutida inclusive em Brasília, com a Agência Nacional de Águas (ANA) e com o Ministério do Ambiente. Pezão disse que houve reuniões até a com a presidenta Dilma Rousseff. "É um sistema que impacta três estados (...). São planos de contingência que, se precisar, serão feitos, mas até agora não são necessários", disse o governador, durante o lançamento do Pacto pelas Águas, no Palácio Guanabara, sede do governo.

Na última sexta-feira (16), a Companhia Estadual de Água e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) informou ter reduzido o fornecimento por causa da diminuição da vazão de rios que abastecem a área metropolitana. Por causa disso, faltou água em bairros das cidades de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí e na Ilha de Paquetá, na cidade do Rio, na semana passada. Os moradores dessas localidades não foram informados e denunciaram a interrupção do abastecimento.

Para evitar falhas, no futuro, o governador disse que está prevista a construção de uma barragem no Rio Guapiaçu, que vai atender a essa região. O projeto, criticado por produtores rurais e ambientalistas, aguarda licenciamento ambiental e esbarra em um assentamento com pequenos agricultores e produtores rurais, em uma área de reforma agrária às margens do rio.

De acordo com o secretário do Ambiente, André Corrêa, a regularização fundiária do assentamento está sendo discutida com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Corrêa também negou que haja racionamento no Rio e atribuiu as falhas no abastecimento na região metropolitana a problemas operacionais. Ele disse que mudanças no sistema de operação estão garantindo o abastecimento no estado, mas reconheceu que a escassez hídrica é grave, a pior dos últimos 85 anos. Segundo Corrêa, o racionamento não está descartado para este verão.

"O ano passado foi ruim e este ano está pior. Mas, quero deixar claro, não estamos em iminência de racionamento", disse o secretário. "Agora, pode acontecer? Pode. Se o verão for muito atípico e não chover, podemos [ter que] partir para o racionamento."

Pagamento a produtores rurais

Com o Pacto pelas Águas, o governo do Rio quer evitar problemas de abastecimento no futuro. O pacto prevê a aplicação de R$ 210 milhões em reflorestamento de matas ciliares e nascentes e na capacitação de produtores rurais para manejo sustentável. Com esses recursos, também serão feitos pagamentos àqueles que preservarem em pé florestas em 15 municípios. O objetivo é preservar 22 mil hectares até 2022.

"Quando o produtor tem, na sua propriedade, uma determinada nascente, ou manancial que favorece o abastecimento público, é justo que a sociedade pague alguma coisa a ele para que mantenha aquilo em pé", disse o secretário. De acprdp com Corrêa, o valor do pagamento vai variar de acordo com a atividade explorada pelo produtor, como a pecuária, por exemplo, o tamanho da propriedade e a área a ser preservada.

O secretário executivo do Instituto terra de Preservação Ambiental, Maurício Ruiz, que participou da elaboração do pacto, disse que, para garantir abastecimento, é preciso investir em infraestrutura verde. "São esses serviços que vão garantir provisão de água em qualidade e quantidade suficiente, controle do clima e contenção de assoreamento. Isso tem um valor, precisa ser calculado e quem preserva precisa receber parte desse valor", afirmou Ruiz.

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