Grevistas impedem garis de trabalhar no Rio

Cerca de 50 grevistas coagiram um grupo de 20 garis que trabalhava no Aterro do Flamengo; os garis que limpava as ruas foram ameaçados e, como consequências, entraram em uma van da Comlurb; revoltados, os grevistas quebraram os ancinhos, equipamentos utilizados para juntar folhas secas

Cerca de 50 grevistas coagiram um grupo de 20 garis que trabalhava no Aterro do Flamengo; os garis que limpava as ruas foram ameaçados e, como consequências, entraram em uma van da Comlurb; revoltados, os grevistas quebraram os ancinhos, equipamentos utilizados para juntar folhas secas
Cerca de 50 grevistas coagiram um grupo de 20 garis que trabalhava no Aterro do Flamengo; os garis que limpava as ruas foram ameaçados e, como consequências, entraram em uma van da Comlurb; revoltados, os grevistas quebraram os ancinhos, equipamentos utilizados para juntar folhas secas (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 – Cerca de 50 grevistas coagiram, na manhã desta quarta-feira (5), um grupo de 20 garis que trabalhava no Aterro do Flamengo. Os garis que limpava as ruas foram ameaçados e, como consequências, entraram em uma van da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Revoltados, os grevistas quebraram os ancinhos, equipamentos utilizados para juntar folhas secas.

Segundo informações do jornal O Globo, um gari grevistas teria dado um soco no gerente da Columrb de Campo Grande, Everaldo dos Santos, e teve de prestar depoimento. Em Botafogo, um grupo de garis mulheres teria passado mal depois de ser coagido por grevistas. Elas foram atendidas na Unidade de Polícia Pacificadora do bairro.

A categoria reivindica aumento salarial de 9% para os cerca de 15 mil garis da cidade do Rio, retorno a gratificações de licença-prêmio, triênio, acréscimo no vale-refeição, de R$ 12 para R$ 20, pagamento de horas extras para quem trabalha domingos e feriados, além de melhores condições de trabalho.

Por determinação do desembargador federal José da Fonseca Martins Junior, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) - 1ª Região, a Justiça garante que os garis que forem trabalhar não sofra intimidações dos grevistas. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 50 mil para o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio.

Apesar de a Comlubr e o sindicato dos garis terem fechado um acordo, proposta aumento salarial de 9%, um grupo de garis retomou a realização de protestos na cidade do Rio. Eles dizem que retomarão as atividades apenas se foram recebidos por algum representante da companhia ou da prefeitura.

Por sua vez, a Comlurb informou, nesta terça-feira (3), por meio de nota, que iniciou o processo de demissão que atinge 300 funcionários pelo não comparecimento ao turno da noite nesta segunda-feira (2). A empresa informou que tal decisão ficou prevista no acordo feito com a categoria.

 

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