Helder Salomão: Lava Jato transformou-se em projeto de poder

"Dallagnol usou o Vem Pra Rua e o Mude para pressionar sobre substituto de Teori Zavascki na relatoria da Lava Jato no STF e no julgamento de ação sobre o ex-presidente Lula. Está claro que transformaram a Lava Jato em uma instituição política com projeto de poder", afirmou o deputado federal Helder Salomão (PT-ES)

(Foto: Vinicius Loures - Agência Câmara)

247 - O deputado federal Helder Salomão (PT-ES) criticou o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol após o site Intercept Brasil revelar que o procurador tentou fazer articulações com movimentos como o Vem pra Rua e o Mude para pressionar o Supremo Tribunal Federal a não colocar Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli como substitutos do então relato da Lava Jato na Corte, Teori Zavascki, falecido após um acidente de helicóptero em janeiro de 2017.

"Dallagnol usou o Vem Pra Rua e o Mude para pressionar sobre substituto de Teori Zavascki na relatoria da Lava Jato no STF e no julgamento de ação sobre o ex-presidente Lula. Está claro que transformaram a Lava Jato em uma instituição política com projeto de poder", escreveu o parlamentr no Twitter.

"Passada a derrota na votação das dez medidas na Câmara, Dallagnol passou a usar o Mude — e também o Vem Pra Rua — para outras tarefas – entre elas influenciar a escolha do relator da Lava Jato no Supremo após a morte de Zavascki", aponta a reportagem.

"Um dos grupos, o Vem Pra Rua, é notoriamente alinhado a partidos e políticos de direita. Dono de uma página de Facebook com mais de 2 milhões de seguidores, foi um dos principais organizadores de marchas pelo impeachment de Dilma Rousseff. A sua principal figura é Rogerio Chequer, que aproveitou a fama para lançar-se candidato a governador de São Paulo pelo Novo e, em seguida, tornar-se cabo eleitoral de Jair Bolsonaro", reforça o texto. 

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