Homem ameaçou Doria e cobrou R$ 5 milhões para que ele não fosse assassinado

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) foi vítima de um processo de extorsão via mensagens de áudio. Segundo a Polícia Civil, caso Doria não pagasse a quantia de R$ 5 milhões, ele seria assassinado por uma facção criminosa

(Foto: GOVSP)
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247 - O governador João Doria foi ameaçado por um homem via mensagens de texto e áudio. Segundo as investigações da Polícia Civil, o homem entrou em contato por meio de rede social da primeira-dama Bia e também mandou mensagens de áudio ao governador. Entre as mensagens, havia a cobrança de R$ 5 milhões para que o governador não fosse assassinado.

O advogado do governador, Fernando José da Costa, afirmou que “ele gravou um áudio dizendo que uma facção criminosa iria matar o governador numa determinada data e que havia sido combinado o valor de R$ 3 milhões nesse homicídio. E que se o governador pagasse R$ 5 milhões ele não seria morto.”

A polícia identificou o suposto responsável: Hércules Cordeiro Torres. O rastreamento chegou ao nome por meio de endereço email e conta vinculada ao Instagram, na conta @opdoriajr.

O relatório da investigação informa que “já no âmbito das investigações, fora feita solicitação ao Facebook, seguida da resposta, onde se identificou não só os Ips (Internet Protocol) de criação e acesso da conta “@opdoriajr”, utilizada para as extorsões, como o e-mail vinculado a tal conta, ou seja, [email protected] Tal e-mail provou-se ser do indiciado Hércules, como se verá do Relatório de Investigação com a marcha desta.”

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo ainda acrescenta que “de acordo com o documento, houve prisão e oitiva e de Hércules em Santa Cruz do Capibaribe (PE). Segundo a investigação, "ponto fulcral, além da 'confissão' do indiciado Hércules", o fato de sua namorada residir ao lado de uma mulher cujo sinal de internet foi utilizado. "Insta recordar que o assinante de uma das linhas vinculadas a um dos Ips utilizados para acessar a conta '@opdoriajr', é justamente [de uma vizinha]", diz o relatório.”

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