Homem negro morto em padaria e coberto com plástico queria ajuda para chamar o Samu, dizem testemunhas

De acordo com relatos, Carlos Eduardo tinha tuberculose e "estava com a camisa ensaguentada, de tanto tossir e cuspir sangue"

(Foto: Foto de leitor / O Globo)
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247 - Um homem negro em situação de rua que morreu na sexta-feira (27) dentro de uma padaria na Zona Sul do Rio de Janeiro queria ajuda para chamar o Samu, de acordo com relatos de testemunhas divulgados pelo jornal O Globo.

Carlos Eduardo vivia há quatro anos nas ruas, tinha tuberculose em estágio avançado e entrou na Confeitaria e Lanchonete Ipanema para pedir ajuda, que não veio. Ele morreu e seu corpo foi coberto com um saco plástico.

"Eu cheguei aqui exatamente na hora em que ele caiu, morto, dentro da padaria. Ele estava com a camisa ensaguentada, de tanto tossir e cuspir sangue. Mas, como sempre acontece, as pessoas não ouvem os moradores de rua e só oferecem a eles o desprezo. Ele não conseguiu ajuda, isso tudo é muito triste", disse o jornaleiro Tarcísio Filho.

'Ele vivia brincando com a gente, rindo, não fazia mal a ninguém. Era inteligente, do bem. Falava super bem, era culto. Uma moradora da região pagava duas refeições por dia para ele, que eram entregues aqui. Quando o tratavam mal ou o ignoravam, ele fazia um discurso de respeito ao próximo", contou Rita de Cássia Diniz.

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