Juiz determina exclusão de vídeo com fake news usada por Russomanno contra Boulos

Acusação foi feira pelo blogueira Luiz Eustáquio, que segundo o magistrado, tinha ciência da mentira. O conteúdo foi usado na propaganda eleitoral de Celso Russomanno

Celso Russomanno e Guilherme Boulos
Celso Russomanno e Guilherme Boulos (Foto: Divulgação)
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247 - O juiz Emílio Migliano Neto, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, determinou que seja retirado do ar o vídeo publicado pelo blogueiro Oswaldo Eustáquio com acusações 'sabidamente inverídicas' contra o candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL). 

O blogueiro havia dito que o líder do MTST usa empresas de vídeo para 'lavar dinheiro', acusação usada pelo candidato Celso Russomanno (Republicanos) durante o debate realizado pela Folha/UOL nessa quarta-feira (11).

A ação foi protocolada nesta tarde pela defesa de Boulos e da coligação ‘Pra Virar o Jogo (PSOL, PCB E UP)’. Os relatos sobre a decisão judicial foram publicados em reportagem no blog do Fausto Macedo

De acordo com o magistrado, houve um "estratagema altamente reprovável" na publicação do vídeo e seu uso pelo candidato durante o debate. 

"O cenário delineado pela matéria produzida pelo representado não encontra lastro nem sequer em indícios, como demonstrado de forma contundente na sua inicial pelo ora representante, sendo refutado pontualmente, permitindo-se, sem temor, de ser adjetivado de sabidamente inverídico, extravasando o debate político-eleitoral", afirmou. 

A defesa de Boulos afirmou que a acusação de Oswaldo Eustáquio "não foi mera divulgação de mensagens caluniosas e difamatórias", mas sim uma tentativa de imputação de "prática de crime pelo qual nunca foi investigado". O Ministério Público Eleitoral foi acionado a se manifestar sobre o caso.

O blogueiro é investigado no inquérito que investiga suposto esquema de organização e financiamento de atos pró-golpe, que defendiam o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. 

Em julho, ele foi preso pela Polícia Federal após transitar pela fronteira com o Paraguai. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu ele de utilizar as redes sociais (sua conta é administrada hoje por aliados).

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