Jungmann: Rio é um ‘doente na UTI com hemorragias, fraturas e cirrose’

Após o governo federal disponibilizar 950 agentes do Exército para ajudar no combate à violência na Rocinha, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o Rio é um doente na UTI com "hemorragias, fraturas e cirrose"; "Você tem um doente na UTI. Ele tem fraturas, hemorragia interna e também uma cirrose. Você vai segurar a hemorragia ou a cirrose? A cirrose é estrutural, a hemorragia é a urgência", afirmou o ministro, questionado se o Rio não necessitava de uma ação estrutural no combate à violência

Brasília - Ministro da Defesa, Raul Jungmann, após reunião com o presidente Temer no Palácio do Planalto, fala sobre operação do Exército ao cerco a criminosos na Rocinha, no Rio de Janeiro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - Ministro da Defesa, Raul Jungmann, após reunião com o presidente Temer no Palácio do Planalto, fala sobre operação do Exército ao cerco a criminosos na Rocinha, no Rio de Janeiro (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - O cenário de guerra na Rocinha por causa da disputa pelo controle do tráfico na comunidade fez o governo federal disponibilizar 950 agentes do Exército, que devem chegar ainda nesta sexta-feira na Rocinha, zona sul da capital fluminense. De acordo com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o Rio é um doente na UTI com "hemorragias, fraturas e cirrose".

"Você tem um doente na UTI. Ele tem fraturas, hemorragia interna e também uma cirrose. Você vai segurar a hemorragia ou a cirrose? A cirrose é estrutural, a hemorragia é a urgência", afirmou o ministro, questionado por jornalistas se o Rio não necessitava de uma ação estrutural no combate à violência.

O ministro informou que o cerco à Rocinha tem como objetivo possibilitar a subida das polícias locais ao morro e “fazer o enfrentamento” dos traficantes. De acordo com o ministro, o Comando Militar do Leste (CML) — que abrange os estados do Sudeste e tem sede no centro do Rio — tem 30 mil agentes. Segundo Jungmann, 10 mil seriam alocados mais rapidamente por questões operacionais, disse o ministro. 

"Respondemos, como sempre, à demanda. Uma coisa que se diz é que o Exército não substitui polícia. Quem tem informação e está na ponta, não pode ser diferente, é a polícia", afirmou, citando a polícia local, que é de atribuição do estado do Rio. Ainda, o ministro disse que "nunca" faltou dinheiro para os militares no Rio desde que o governo passou a empregar as Forças Armadas no estado, como um "laboratório" do Plano Nacional de Segurança.

 

 

 

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