Justiça de Minas Gerais nega bloqueio de R$ 26 bilhões da Vale pelo desastre em Brumadinho

Os órgãos que pediram o bloqueio alegam ter havido prejuízo superior a R$ 45 bilhões com o rompimento da barragem em janeiro de 2019. A tragédia deixou 270 mortos, 11 desaparecidos e destruiu a cidade e o meio ambiente

Bombeiros trabalham no resgate de vítimas em Brumadinho
Bombeiros trabalham no resgate de vítimas em Brumadinho (Foto: Washington Alves/Reuters)
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247 - O juiz Elton Pupo Nogueira, da 2ª Vara da Fazenda Estadual de Belo Horizonte, negou nesta terça-feira, 6, um pedido do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Defensoria Pública da União de Minas para bloquear R$ 26,7 bilhões da mineradora Vale por causa dos danos causados pela tragédia em Brumadinho (MG).

Os órgãos que pediram o bloqueio alegam ter havido prejuízo superior a R$ 45 bilhões com o rompimento da barragem em janeiro de 2019. A tragédia deixou 270 mortos, 11 desaparecidos e destruiu a cidade e o meio ambiente.

Elton Nogueira, porém, entendeu não haver motivos para o pedido, pois a empresa “tem cooperado ativamente e despendido esforços e recursos em dinheiro na reparação de todos os danos identificados no decorrer do processo judicial”.

Ele diz que a Vale “já custeou novos meios de fornecimento de água para a cidade de Pará de Minas e a Região Metropolitana de Belo Horizonte, e, acertadamente, injetou cerca de um bilhão de reais na economia da região de Brumadinho mediante correto e acertado pagamento emergencial a mais de cem mil pessoas”.

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