Justiça Federal troca prisão preventiva por tratamento de procurador no HC da USP

O autor de tentativa de homicídio contra uma juíza federal, o procurador Matheus Carneiro Assunção, fará tratamento médico no Hospital das Clínicas, em São Paulo

Hospital das Clínicas, São Paulo
Hospital das Clínicas, São Paulo (Foto: Reprodução)
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Conjur - O procurador Matheus Carneiro Assunção, autor de tentativa de homicídio contra uma juíza federal, irá se tratar no Hospital das Clínicas de São Paulo. O Tribunal de Justiça paulista acolheu o pedido da defesa e, assim, substituiu o cumprimento de prisão preventiva no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté, no interior, pelo tratamento na entidade pública da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o TJ-SP, as Varas de Execuções Criminais do estado têm sido rigorosas em não permitir que pessoas com doenças mentais cumpram prisão preventiva em hospitais de custódia. Isso atende ao estabelecido pela Lei Antimanicomial (10.216/01). A negativa do tribunal paulista saiu às 4h deste sábado (5/10)

"A Justiça Federal teve a sensibilidade necessária e agiu de forma rápida e acertada para preservar a integridade física e mental de Matheus. Essa era a única opção médica viável para o caso”, afirma o advogado Leonardo Magalhães Avelar, que faz a defesa do procurador junto com a colega Taisa Carneiro Mariano.

O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção foi preso na quinta-feira (3/10) depois de tentar matar uma juíza na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na avenida Paulista. Ele invadiu o gabinete da juíza Louise Filgueiras, convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes, em férias, e chegou a acertar uma facada no pescoço dela, mas o ferimento foi leve.

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