Justiça impediu ex-prefeitos, que elegeram suas mulheres

Em seis municípios do Rio de Janeiro os eleitores elegeram, como prefeitas, as mulheres de ex-prefeitos impedidos pela justiça de disputar os cargos, acusados por mau uso de dinheiro público e abuso de poder político e econômico; para os eleitores, talvez seja hora de torcer para que as futuras gestoras não imitem os crimes dos seus principais apoiadores: “os maridões”

Em seis municípios do Rio de Janeiro os eleitores elegeram, como prefeitas, as mulheres de ex-prefeitos impedidos pela justiça de disputar os cargos, acusados por mau uso de dinheiro público e abuso de poder político e econômico; para os eleitores, talvez seja hora de torcer para que as futuras gestoras não imitem os crimes dos seus principais apoiadores: “os maridões”
Em seis municípios do Rio de Janeiro os eleitores elegeram, como prefeitas, as mulheres de ex-prefeitos impedidos pela justiça de disputar os cargos, acusados por mau uso de dinheiro público e abuso de poder político e econômico; para os eleitores, talvez seja hora de torcer para que as futuras gestoras não imitem os crimes dos seus principais apoiadores: “os maridões” (Foto: Voney Malta)

Rio 247 – Até que a morte os separe na vida de casados e, por que não, também na política. Essa tem sido a estratégia dos maridos políticos no Rio de Janeiro nas últimas eleições municipais. Ex-prefeitos impedidos, por decisão judicial, de disputar uma prefeitura colocou em seu lugar a própria esposa.

Segundo reportagem de Ruben Berta, em O Globo, oito municípios – dos 92 – terão mulheres assumindo o poder, sendo que seis são mulheres de ex-prefeitos barrados pela justiça por mau uso de dinheiro público e abuso de poder político e econômico, entre outras questões.

É o caso de Saquarema, onde Manoela Peres (PTN) foi lançada após o marido, Antonio Peres Alves, condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ser impedido pela justiça eleitoral. Ele é acusado de superfaturamento na compra de ambulância na Operação Sanguessuga, da Polícia Federal, em 2006.

Fato semelhante foi registrado em Paracambi. Flávio Campos Ferreira teve o registro indeferido pelo TRE-RJ por conta de uma condenação por uso de cirurgias de laqueadura com fins eleitorais, relativa às eleições de 2010. Daí lançou a esposa, a fisioterapeuta Lucimar do Dr. Flávio.

Em Carapebus quem venceu foi Christiane Cordeiro (PP). Ela substitui o maridão Eduardo Cordeiro. Ele desistiu da candidatura por causa de uma ação de improbidade administrativa. Foi sentenciado a perda dos direitos políticos por cinco anos.

Em Italva, como o marido está inelegível até 2020, Margareth do Joelson (PP) foi a vencedora. Assim como Lívia de Chiquinho (PDT), em Araruama. O marido, Chiquinho da Educação é réu em ações por improbidade administrativa e está inelegível até 2019. É também o caso de Francimara (PSB), eleita em Itabapoana, mulher de Frederico Souza Barbosa de Lemos, inelegível até 2020.

Para os eleitores, talvez seja hora de torcer para que as futuras gestoras não imitem os crimes dos seus principais apoiadores: “os maridões”.

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