Luiz Sergio: Exército no Rio é como verniz em um móvel com cupim

"Passa a impressão de que está novo, mas em poucos meses as prateleiras vão se ruir porque não vão aguentar o peso dos livros que estão nessa estante", exemplifica o deputado federal Luiz Sergio (PT-RJ), em entrevista ao 247, ao criticar a intervenção federal feita pelo governo Temer no Rio de Janeiro; "Retomar as obras do PAC na região traria muito mais resultados", propõe; assista

Luiz Sergio
Luiz Sergio (Foto: Gisele Federicce)

Por Túlio Ribeiro, para o 247 - Em entrevista à TV 247, o deputado federal Luiz Sergio (PT-RJ), ex-ministro do governo Dilma Rousseff, critica a intervenção federal no Rio de Janeiro feita pelo governo Temer e avalia que a medida de nada servirá para solucionar o problema da criminalidade.

"O governo que tem a mais baixa popularidade da recente história política do nosso país faz do Rio de Janeiro um laboratório de experiência diante, inclusive, do vazio de poder que nós temos aqui. Verificamos no Carnaval, tinha um vácuo de poder", afirmou o deputado, em referência às ausências do prefeito, Marcelo Crivella (PRB), e do governador, Luiz Fernando Pezão (MDB), durante a festa.

"E o governo Temer resolve fazer uma intervenção que, pela primeira vez, tenta se conectar com a população, que realmente está preocupada com o problema da violência. A pergunta que fica é: vai se resolver isso com o Exército na rua? Eu acho que não, porque os exemplos já evidenciam isso. O Exército ficou mais de um ano na Maré, já esteve na Rocinha, e a violência continua. Violência não se combate com tanque na rua", diz ele.

Para Luiz Sergio, colocar soldados do Exército nas ruas do Rio "é como passar verniz em um móvel que está cheio de cupim. Passa a impressão de que está novo, mas em poucos meses as prateleiras vão se ruir porque não vão aguentar o peso dos livros que estão nessa estante".

Ele propõe, em vez disso, treinar a polícia do Estado, reativar barreiras da Polícia Rodoviária Federal nas estradas, para impedir a passagem de drogas, e retomar investimentos como obras do PAC no Pavão Pavãozinho, no Complexo da Alemão e na Rocinha, dando cidadania aos moradores.

Para as eleições de 2018, o parlamentar defende uma "representação parlamentar que debata e defenda a soberania nacional", algo que tem "impacto muito grande no Rio de Janeiro".

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