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Lula deve se reunir com Pacheco para definir palanque em Minas

Presidente deve conversar com senador na próxima semana sobre eventual candidatura ao governo mineiro, enquanto PT cobra definição

Lula deve se reunir com Pacheco para definir palanque em Minas (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir com o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) na próxima semana para uma conversa considerada decisiva sobre o palanque governista em Minas Gerais. O encontro é aguardado por lideranças petistas em meio à indefinição sobre uma eventual candidatura do ex-presidente do Senado ao governo mineiro.

As informações são do Valor Econômico. Embora a cúpula nacional do PT trate o tema como praticamente superado, interlocutores de Lula, de Pacheco e da legenda de Minas afirmam que ainda falta uma conversa direta entre os dois e um posicionamento público do senador para encerrar o impasse.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou ao Valor que Lula conduzirá pessoalmente a definição da chapa petista em Minas Gerais. No estado, a presidente do diretório mineiro do PT, deputada estadual Leninha, disse que a sigla segue aberta a uma composição com Pacheco.

“Se o Pacheco resolver vir, vamos juntos com ele”, afirmou Leninha.

Enquanto a reunião entre Lula e Pacheco não ocorre, o PT nacional e o diretório mineiro devem tratar do palanque estadual nesta segunda-feira (25), em Brasília, em encontro com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva. Ele já declarou publicamente que Pacheco não disputará o governo mineiro, mas dirigentes locais ainda aguardam um gesto de Lula e uma resposta pública do senador.

Leninha disse que a conversa entre Lula e Pacheco “já era pra ter acontecido há várias semanas”. Segundo ela, a indefinição provoca angústia no partido e atrapalha a construção de alianças a cerca de dois meses das convenções partidárias, etapa em que as chapas serão formalizadas.

Um interlocutor de Pacheco afirmou ao Valor que o desgaste entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tornou o cenário mais complexo para uma eventual candidatura do senador ao Palácio Tiradentes. A relação entre os dois se deteriorou depois de 29 de abril, quando o Senado rejeitou a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Defesa, José Múcio, atuam para tentar viabilizar uma conversa de conciliação entre Lula e Alcolumbre, mas esse encontro ainda não ocorreu.

A movimentação em torno de Pacheco ganhou novo fôlego após pesquisa divulgada na quinta-feira (21) pelo Instituto Real Time Big Data. No levantamento, o senador Cleitinho (Republicanos) aparece na liderança da corrida pelo governo de Minas, com 35% das intenções de voto. Pacheco surge em segundo lugar, com 15%, numericamente à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que marca 14%.

O governador Mateus Simões (PSD), aliado do ex-governador Romeu Zema (Novo), aparece em quarto lugar, com 11%. O resultado animou aliados de Pacheco, que veem espaço político para uma candidatura competitiva.

Além de Pacheco, outros nomes são citados nos bastidores como possibilidades para o palanque lulista em Minas. Entre eles estão o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), da Coteminas, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares Júnior (PSB).

Uma aliança com Kalil, por outro lado, é considerada improvável por lideranças do PDT e do PT. A definição do nome apoiado por Lula em Minas é tratada como uma peça central da estratégia eleitoral no estado, um dos maiores colégios eleitorais do país.

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