Manifestantes ocupam sede da Vale em Brumadinho, reivindicando pagamentos e regularização do abastecimento

Segundo os manifestantes, desde o desastre de 2019 a região vem sofrendo com a precarização do sistema de abastecimento de água

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Reuters - Cerca de 150 pessoas integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) ocuparam nesta quinta-feira a sede administrativa da mineradora Vale em Brumadinho (MG), reivindicando a regularização do fornecimento de água para as comunidades e a extensão do prazo do pagamento do auxílio emergencial para cerca de 100 mil pessoas.

Segundo um representante do movimento, os manifestantes estão do lado de dentro da portaria da sede nesta manhã, enquanto a polícia está no local. O protesto é pacífico, segundo as informações preliminares.

Os manifestantes dizem que, com o desastre ocorrido em 2019, a oferta de água na região ficou poluída, e a Vale se comprometeu a garantir o abastecimento.

Segundo um representante do MAB, a Vale vem falhando com a distribuição de água. Também está na pauta dos manifestantes a prorrogação do auxílio emergencial até a reparação integral dos danos causados pelo desastre.

Os manifestantes, segundo a assessoria de imprensa do MAB disse à Reuters por telefone, estão recebendo no momento metade do salário mínimo prometido inicialmente para cada atingido, e afirmam que a Vale teria proposto redução no auxílio para 25% do total acordado, com pagamentos sendo encerrados em abril de 2021.

A manifestação está sendo realizada às vésperas de uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, na sexta-feira, que deverá debater os temas.

Segundo o MAB, as pessoas que recebem o auxílio emergencial são pessoas de baixa renda, ribeirinhos e comunidades integrantes da Bacia do Rio Paraopeba, atingida pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração.

Com a poluição do rio, dizem os manifestantes, a maioria das pessoas atingidas perdeu a fonte de renda e não pode nem mesmo realizar agricultura na região.

Procurada, a Vale não comentou a informação imediatamente.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247