Marcelo Calero: Temer tenta explicar o inexplicável

Ex-ministro da Cultura Marcelo Calero fez nesta terça-feira, 23, duras críticas a Michel Temer. Para o ex-ministro, após as revelações da JBS, Temer tem se dedicado a "criar versões rocambolescas para explicar o inexplicável"; "Muitos esperam um 'gesto de grandeza' do atual presidente. Mas, honestamente, como esperar um gesto de grandeza de alguém que se presta a práticas tão baixas como um encontro clandestino com empresário investigado em porões de palácio oficial? Como esperar gesto de grandeza de alguém que conserva em suas fileiras o que há de pior em nosso deteriorado cenário político?", questiona Calero

Ex-ministro da Cultura Marcelo Calero fez nesta terça-feira, 23, duras críticas a Michel Temer. Para o ex-ministro, após as revelações da JBS, Temer tem se dedicado a "criar versões rocambolescas para explicar o inexplicável"; "Muitos esperam um 'gesto de grandeza' do atual presidente. Mas, honestamente, como esperar um gesto de grandeza de alguém que se presta a práticas tão baixas como um encontro clandestino com empresário investigado em porões de palácio oficial? Como esperar gesto de grandeza de alguém que conserva em suas fileiras o que há de pior em nosso deteriorado cenário político?", questiona Calero
Ex-ministro da Cultura Marcelo Calero fez nesta terça-feira, 23, duras críticas a Michel Temer. Para o ex-ministro, após as revelações da JBS, Temer tem se dedicado a "criar versões rocambolescas para explicar o inexplicável"; "Muitos esperam um 'gesto de grandeza' do atual presidente. Mas, honestamente, como esperar um gesto de grandeza de alguém que se presta a práticas tão baixas como um encontro clandestino com empresário investigado em porões de palácio oficial? Como esperar gesto de grandeza de alguém que conserva em suas fileiras o que há de pior em nosso deteriorado cenário político?", questiona Calero (Foto: Aquiles Lins)

247 - O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero fez nesta terça-feira, 23, duras críticas a Michel Temer. Para o ex-ministro, após as revelações da JBS, Temer tem se dedicado a "criar versões rocambolescas para explicar o inexplicável."

"Muitos esperam um 'gesto de grandeza' do atual presidente. Mas, honestamente, como esperar um gesto de grandeza de alguém que se presta a práticas tão baixas como um encontro clandestino com empresário investigado em porões de palácio oficial? Como esperar gesto de grandeza de alguém que conserva em suas fileiras o que há de pior em nosso deteriorado cenário político?", questiona Calero, em artigo no Globo.

O ex-ministro de Michel Temer também não poupou críticas ao PSDB, partido pelo qual foi candidato nas eleições de 2010. "Os recentes episódios mostram, também, que certas forças políticas, embora forcem ares de modernidade, operam, de fato, em favor do atraso. É especialmente patética a posição do PSDB diante dos últimos acontecimentos. Defender Aécio Neves e seus diálogos autoexplicativos, permitindo, inclusive, que ele apenas se licenciasse da presidência do partido, reforça que todas as legendas têm seus 'corruptos de estimação'", afirmou.

Marcelo Calero pediu demissão do MinC depois que gravou Michel Temer pressionando-o a interferir na liberação de um edifício La Vue, no centro histórico de Salvador, onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima tem apartamento na planta (relembre aqui).

Leia o artigo na íntegra:

A clareza dos fatos

O mecanismo contido no artigo 86 da Constituição Federal é aquela ferramenta que existe para não ser usada.

Imaginar, em nosso sistema presidencialista fortemente centralizado, que a figura de nosso mandatário possa ter alguma sobrevida política em meio a uma investigação contra si, é tão ingênuo quanto achar que nossos atuais líderes farão a reforma política de que o país realmente precisa.

A excepcionalidade absoluta do dispositivo explica o fato de ser esta a primeira vez em toda nossa história que temos um presidente na condição de investigado.

Revelado o conteúdo da delação da JBS, Michel Temer tem dedicado todo o seu tempo e energia para criar versões rocambolescas para explicar o inexplicável.

Desde o encontro na calada da noite com empresário objeto de múltiplas investigações, passando pela mala contendo meio milhão de reais recebida por homem de sua “extrema confiança”, até a delação propriamente dita, que relata mensalinhos e outros obséquios, tudo é muito claro para aqueles que estão na planície.

Fornecer versões rocambolescas, no entanto, é coisa normal para um presidente que atua como legítimo representante da velha política.

Quando revelei, em depoimento à Polícia Federal, sua participação na tentativa de atender a um interesse pessoal de seu amigo Geddel Vieira Lima, Temer saiu-se com a tese de que mediava conflito entre ministros.

Em nome de uma pax, que hoje vemos ruir, o establishment tapou o nariz, aceitou a cortina de fumaça criada pelo presidente — roteiro, que, aliás, ele repete —, e seguiu-se em frente.

O que se revela, seis meses depois, é que a prática faz parte, no entendimento do Ministério Público, de um triste repertório de promiscuidade entre o público e privado e transações escusas envolvendo exorbitantes volumes de recursos financeiros.

Os recentes episódios mostram, também, que certas forças políticas, embora forcem ares de modernidade, operam, de fato, em favor do atraso.

É especialmente patética a posição do PSDB diante dos últimos acontecimentos. Defender Aécio Neves e seus diálogos autoexplicativos, permitindo, inclusive, que ele apenas se licenciasse da presidência do partido, reforça que todas as legendas têm seus “corruptos de estimação”.

A patetada continua na manutenção de apoio ao igualmente indefensável Temer e seu governo moribundo.

Muitos esperam um “gesto de grandeza” do atual presidente. Mas, honestamente, como esperar um gesto de grandeza de alguém que se presta a práticas tão baixas como um encontro clandestino com empresário investigado em porões de palácio oficial? Como esperar gesto de grandeza de alguém que conserva em suas fileiras o que há de pior em nosso deteriorado cenário político?

O que nos cabe, enquanto cidadãos de bem, é não permitir que, mais uma vez, prevaleçam as versões arranjadas. Somente nossa indignação e mobilização permitirão não apenas a real transformação política que tanto ansiamos, mas, sobretudo, a construção de um país verdadeiramente democrático e justo.

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