Médica indígena teme 'extermínio' em aldeias por causa da Covid-19

"Na aldeia o isolamento não funciona como para os não indígenas", disse a médica indígena Miriam Alessandra de Moraes Viegas, de 40 anos. "A 'casa' do indígena geralmente só tem um cômodo. Lá, o isolamento é de toda a aldeia junta", acrescentou ela, que atua em aldeias na região da Serra do Cafezal

Médica atende indígenas de Miracatu (SP)
Médica atende indígenas de Miracatu (SP) (Foto: Arquivo Pessoal)
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247 - A médica indígena Miriam Alessandra de Moraes Viegas, de 40 anos, passa boa parte do seu dia no trajeto entre aldeias em Miracatu, no interior de São Paulo. Atende cerca de 550 indígenas, liderando uma equipe de enfermeiros, técnicos e uma dentista no trabalho de examinar e conscientizar os nativos sobre os cuidados na pandemia do coronavírus. 

"Temos medo do extermínio", disse ela, que atua em aldeias na região da Serra do Cafezal. "Sou indígena guarani, e ser uma médica indígena ajuda nos cuidados com eles. Na aldeia o isolamento não funciona como para os não indígenas. As pessoas não ficam cada uma em sua casa, separado. A 'casa' do indígena geralmente só tem um cômodo. Lá, o isolamento é de toda a aldeia junta", acrescentou. A entrevista foi concedida ao portal G1

Miriam descreve sua rotina como incerta, porque a distância entre aldeias nem sempre o dia é como o planejado. "Quando chove muitas vezes não conseguimos chegar até a aldeia, e tem outras que precisamos deixar o carro afastado e ir andando", afirmou. 

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