Menino torturado em SP é analfabeto, usuário de crack e filho de mãe alcoólatra

O delegado Pedro Luís de Sousa, do 80º DP (Vila Joaniza) disse, sobre o garoto torturado em SP: "fiquei perplexo. Esse menino foi vítima de um ato execrável e desproporcional pela forma e pela finalidade". Ele acrescenta: "como um delegado negro e nascido na periferia, não consegui ver o vídeo até o final. Parece que voltamos à época da escravidão."

247 - O jornalista Dhiego Maia, do jornal Folha de S. Paulo, descreve a sessão de tortura de um menino que chocou o país: "preso num cômodo usado como depósito de mantimentos, o adolescente foi amarrado, amordaçado e despido para ser chicoteado numa manhã de julho. Disse ter ficado 40 minutos em cárcere privado e apanhado o tempo todo."

A reportagem destaca que "os suspeitos da tortura são dois seguranças que pareciam ter tudo planejado para concretizar o espancamento dentro das dependências do supermercado. O chicote feito de fios entrelaçados de energia usado por eles cortou as costas da vítima e deixou marcas documentadas em exame de corpo de delito."

Maia ainda faz o relato da cena anterios à tortura e às flmagens do crime: "Leandro saiu do local ameaçado de morte pelos seguranças, motivo pelo qual seu nome e o seu paradeiro não serão divulgados nesta reportagem. A sessão de tortura filmada em um vídeo de 40 segundos por um dos suspeitos caiu nas redes sociais e serviu de prova para a abertura de inquérito policial nesta segunda-feira (2) —pouco mais de um mês depois da ocorrência."

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