Mensagens mostram que advogado de Flávio Bolsonaro cogitou tirar família de Queiroz do RJ após derrota no STF

As investigações do Ministério Público do Rio sobre a participação do advogado Frederick Wassef, responsável pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), apontam para o crime de obstrução da Justiça por parte do advogado e de Flávio

Frederick Wassef fabricio queiroz
Frederick Wassef fabricio queiroz (Foto: Reprodução)
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247 - De acordo com Ministério Público do Rio de Janeiro, Frederick Wassef cogitou tirar do Rio de Janeiro a família do ex-assessor Fabrício Queiroz — que já estava em seu sítio, em Atibaia (SP).

A decisão teria sido tomada por conta da iminente retomada em dezembro passado das investigações sobre a rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, por autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A informação foi obtida por meio de mensagens trocadas por telefone pelo próprio Queiroz com a sua mulher, Márcia Oliveira de Aguiar. O aparelho foi apreendido com ela, em dezembro de 2019. De acordo com Queiroz, Wassef — sempre chamado de "Anjo" no diálogos — trouxe essa possibilidade repetidas vezes.

Queiroz fala dessa possibilidade no dia 21 de novembro de 2019, dias antes de o STF retomar o julgamento sobre a legalidade do compartilhamento de informações de inteligência financeira com o Ministério Público e as polícias.

"A conversa trata, inclusive, sobre a possibilidade de uma fuga caso Queiroz e a mulher fossem alvos de mandados de prisão —o que ocorreu ontem. Até o momento Márcia está foragida da Justiça", enfatiza reportagem do UOL.

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