Metalúrgicos cobram testes em empresas; Mercedes tem mais de 500 infectados

Por reivindicação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, outras medidas estão sendo adotadas, como medição de febre, fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), e reorganização do espaço do restaurante e de áreas comuns

(Foto: Adonis Guerra/SMABC)
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Rede Brasil Atual - Preocupado com o ainda alto nível de contágio do coronavírus, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC passou a reivindicar realização de testes nas fábricas da base. Neste momento, até o próximo dia 27, a testagem para Covid-19 está sendo feita na Mercedes-Benz. Segundo a entidade, até a última sexta (9) havia mais de 500 casos confirmados. O número inclui as unidades de São Bernardo do Campo, Campinas (SP) e Juiz de Fora (MG), além de concessionárias.

“Desde quando o sindicato lançou a política para cobrar das empresas a realização do teste em todos os trabalhadores, em maio, mês em que os companheiros e companheiras retornaram ao trabalho, temos pautado a Mercedes sobre a importância dos testes. Inicialmente houve algumas negativas por parte da empresa, mas o que ela não conseguia negar eram os casos confirmados”, afirma o coordenador do Comitê Sindical (CSE) na montadora, Ângelo Máximo de Oliveira Pinho, o Max.

De acordo com os metalúrgicos, até agora foram feitos 3.355 atendimentos, com 2.664 testes de covid-19 realizados na Mercedes. Foram confirmados 525 casos. Já são 483 trabalhadores curados. O acordo inclui um ambulatório de campanha na própria fábrica.

Outras medidas foram adotadas, como medição de febre, fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), e reorganização do espaço do restaurante e de áreas comuns. A empresa garante ainda fornecimento de kit de higiene para limpeza de ferramentas de trabalho e computadores e aumento número de ônibus, a fim de aumentar a distância entre os funcionários transportados.

Antes da Mercedes, a testagem solicitada pelos metalúrgicos foi realizada na Volkswagen, em São Bernardo, em agosto. De acordo com o sindicato, naquele momento 570 trabalhadores já haviam sido infectados. Foram 14 mil testes na montadora, entre mão de obra direta e terceirizada.

Com informações da Tribuna Metalúrgica.

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