Miliciano cita conversa com filho de Crivella e tentativas de contato com prefeito

Um homem apontado como gerente da milícia que atua na região da Muzema, zona oeste do Rio de Janeiro, falou sobre encontro com o filho de Marcelo Crivella e tentativas de contatos com o próprio prefeito, segundo escutas telefônicas da Operação Muzema, deflagrada nesta terça-feira (16)

Bombeiros buscam por vítimas em local de desabamento de prédios na comunidade carioca da Muzema
Bombeiros buscam por vítimas em local de desabamento de prédios na comunidade carioca da Muzema (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
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247 - Um homem apontado como gerente da milícia que atua na região da Muzema, zona oeste do Rio de Janeiro, falou sobre encontro com o filho de Marcelo Crivella e tentativas de contatos com o próprio prefeito, segundo escutas telefônicas da Operação Muzema, deflagrada nesta terça-feira (16), informa a Folha de S.Paulo.

“Cheguei até o filho do Crivella. Só não cheguei até a ele. E o filho dele falou que não tem como segurar não, que é o Ministério Público. O cara me levou até o filho dele”, disse Manoel de Brito Batista, o Cabelo, a Abraão Fontenele Amorim, acusado de ser um dos sócios de empreendimentos ilegais na região.

"Os diálogos são de dezembro de 2018, período em que a prefeitura interditou imóveis na região e tentava viabilizar demolições. Os acusados relatam tentativas de evitar a derrubada dos empreendimentos imobiliários, uma das fontes de receita da milícia da região, segundo o Ministério Público", conta a reportagem.

Segundo a Folha, nos diálogos não há evidências de que os contatos de fato ocorreram e se tiveram consequências. Vinte e quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público sob acusação de explorar a construção e venda de prédios irregulares na Muzema —17 tiveram mandados de prisão preventiva expedidos. Foi nesta favela que dois prédios irregulares desabaram matando 24 pessoas, em abril deste ano.

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