Militares estão fotografando moradores que saem de favelas no Rio

Militares estão fotografando todo mundo que sai das favelas Vila Kennedy, Coréia e Vila Aliança, na Zona Oeste, durante operação nesta sexta-feira (23); diferentes pontos de identificação foram montados em diversas saídas das comunidades; as pessoas só podem deixar suas regiões após passarem pelo cadastramento das Forças Armadas; foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência das forças de segurança, que avalia se o identificado tem anotação criminal

Militares estão fotografando todo mundo que sai das favelas Vila Kennedy, Coréia e Vila Aliança, na Zona Oeste, durante operação nesta sexta-feira (23); diferentes pontos de identificação foram montados em diversas saídas das comunidades; as pessoas só podem deixar suas regiões após passarem pelo cadastramento das Forças Armadas; foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência das forças de segurança, que avalia se o identificado tem anotação criminal
Militares estão fotografando todo mundo que sai das favelas Vila Kennedy, Coréia e Vila Aliança, na Zona Oeste, durante operação nesta sexta-feira (23); diferentes pontos de identificação foram montados em diversas saídas das comunidades; as pessoas só podem deixar suas regiões após passarem pelo cadastramento das Forças Armadas; foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência das forças de segurança, que avalia se o identificado tem anotação criminal (Foto: Aquiles Lins)
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Rio 247 - Militares estão fotografando todo mundo que sai das favelas Vila Kennedy, Coréia e Vila Aliança, na Zona Oeste, durante operação nesta sexta-feira (23). 

Diferentes pontos de identificação foram montados em diversas saídas das comunidades. As pessoas só podem deixar suas regiões após passarem pelo cadastramento das Forças Armadas. A foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência das forças de segurança, que avalia se o identificado tem anotação criminal. 

Após flagrar o 'fichamento' de moradores, a reportagem da Folha foi impedida de seguir no local e encaminhada por homens do Exército a uma distância de 300 metros do local. Ao justificar a medida, um militar disse que a presença da imprensa estaria "intimidando o trabalho deles".

Desde a madrugada desta sexta (23), 3.200 militares realizam uma operação na Vila Kennedy, Coreia e Vila Aliança. Pelo menos duas pessoas foram presas.

A operação tenta prender suspeitos de matarem na terça (20) o sargento do Exército Bruno Albuquerque Cazuca durante um arrastão em Campo Grande. Na quarta (21), o subcomandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Keneddy foi morto em Jacarepaguá.

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