MP do Rio: valor para a compra de 12 salas não passou pela conta bancária de Flávio Bolsonaro

De acordo com o MP-RJ, entre 2008 e 2009, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), desembolsou pouco mais de R$ 297 mil na compra de 12 salas comerciais com dinheiro que sequer passou pela sua conta bancária

Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - O Ministério Público do Rio (MP-RJ) informou que, entre 2008 e 2009, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), desembolsou quase R$ 300 mil na compra de 12 salas comerciais com dinheiro que sequer passou pela sua conta bancária. O MP-RJ apontou que o uso de dinheiro vivo, cheques de terceiros e boletos bancários. As salas ficam no Barra Prime Offices, centro comercial de alto padrão na Barra da Tijuca, área nobre na zona oeste do Rio. A informação foi publicada em reportagem do portal Uol

As investigações apontaram que os primeiros pagamentos foram feitos em dezembro de 2008, e, até o fim do ano seguinte, somavam pouco mais de R$ 297 mil, sendo R$ 86,7 mil por meio de depósitos em dinheiro vivo, R$ 16,8 mil em cheques emitidos por terceiros e outros R$ 193,6 mil em boletos que não saíram da conta corrente do senador.

Segundo o MP-RJ, o uso frequente de dinheiro vivo é uma maneira de ocultar a origem dos recursos, supostamente ilícita. As transações com imóveis são apontadas como uma forma de lavagem de dinheiro.

O órgão denunciou Flávio, sua mulher Fernanda Bolsonaro, o ex-assessor Fabrício Queiroz e mais 14 pessoas por suposta participação em um esquema de corrupção para o desvio de parte dos salários de assessores de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), conhecido como rachadinha. 

De acordo com o MP-RJ, Queiroz pagou mais de cem boletos de despesas pessoais de Flávio em operações com dinheiro vivo que chegaram a mais de R$ 261 mil. 

A denúncia do órgão contra o filho de Jair Bolsonaro também apontou que o miliciano Adriano da Nóbrega, assassinado este ano na Bahia, fazia parte do esquema da "rachadinha". Nóbrega é acusado de comandar um grupo de extermínio com milicianos no Rio e de ter participado no assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL).

Sobre as investigações envolvendo as 12 salas, a defesa de Flávio afirmou que "em função do segredo de Justiça, a defesa está impedida de comentar detalhes, mas garante que a denúncia contra Flávio Bolsonaro é insustentável. Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o senador se mostra inviável e não passa de uma crônica macabra e mal engendrada, influenciada por grupos que têm claros interesses políticos e que, agora, tentam voltar ao poder".

"A denúncia, com tantos erros e vícios, não deve ser sequer recebida pelo Órgão Especial. Todos os defeitos de forma e de fundo da denúncia serão pontuados e rebatidos em documento próprios e no momento adequado".

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