MP-RJ: acusados de fraude teriam contrato renovado

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta indícios de que a organização social Biotech, suspeita de fraudar mais de R$ 48 milhões destinados a hospitais públicos do Rio, teria o contrato com a Prefeitura do Rio renovado em 2016; funcionários da gestão municipal são suspeitos de facilitação do esquema; dois irmãos sócios da Biotech viviam uma vida de luxo, supostamente desviando dinheiro de hospitais públicos; muitos bebês podem ter morrido por falta de material em UTIs; de acordo com a Secretaria de Saúde, em maio foi determinado que o contrato não fosse renovado

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta indícios de que a organização social Biotech, suspeita de fraudar mais de R$ 48 milhões destinados a hospitais públicos do Rio, teria o contrato com a Prefeitura do Rio renovado em 2016; funcionários da gestão municipal são suspeitos de facilitação do esquema; dois irmãos sócios da Biotech viviam uma vida de luxo, supostamente desviando dinheiro de hospitais públicos; muitos bebês podem ter morrido por falta de material em UTIs; de acordo com a Secretaria de Saúde, em maio foi determinado que o contrato não fosse renovado
O Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta indícios de que a organização social Biotech, suspeita de fraudar mais de R$ 48 milhões destinados a hospitais públicos do Rio, teria o contrato com a Prefeitura do Rio renovado em 2016; funcionários da gestão municipal são suspeitos de facilitação do esquema; dois irmãos sócios da Biotech viviam uma vida de luxo, supostamente desviando dinheiro de hospitais públicos; muitos bebês podem ter morrido por falta de material em UTIs; de acordo com a Secretaria de Saúde, em maio foi determinado que o contrato não fosse renovado (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 - O Ministério Público do Rio (MP-RJ) aponta indícios de que a organização social Biotech, suspeita de fraudar mais de R$ 48 milhões destinados a hospitais públicos do Rio, teria o contrato com a Prefeitura do Rio renovado em 2016. Como mostrou o Bom Dia Rio, nesta segunda-feira (14), funcionários da gestão municipal são suspeitos de facilitação do esquema.

Oito pessoas foram presas na quarta-feira (2), entre eles, estão dois irmãos sócios da Biotech, que viviam uma vida de luxo, supostamente desviando dinheiro de hospitais públicos. Muitos bebês podem ter morrido por falta de material em Unidades de Terapia Intensivas (UTIs), como revelam escutas telefônicas.

De acordo com a investigação, foram realizadas inúmeras compras superfaturadas e pagamentos por serviços não prestados, sempre a cargo de pessoas ligadas ao esquema que, assim, possibilitavam o retorno do dinheiro aos dirigentes da BIOTECH após saques milionários em espécie. Foram apreendidos veículos importados, como dois automóveis Ferrari, joias, cheques e cerca de R$ 500 mil em espécie, oriundos da prática criminosa, na residência de dois dos presos. Participaram da ação 85 agentes. 

A operação teve origem a partir de denúncia ajuizada pelo MPRJ contra 37 pessoas que integram a OS, responsável por gerenciar os Hospitais Municipais Pedro II, em Santa Cruz, e Ronaldo Gazolla, em Acari. Os acusados foram denunciados pelos crimes  de  peculato e falsidade em organização criminosa. 

Outro lado

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que foi rigorosa na fiscalização e que planejava tirar a Biotech da administração dos hospitais, mas os promotores têm indícios para acreditar que o contrato seria renovado. De acordo com o secretário de Saúde, Daniel Soranz, em maio foi determinado que o contrato com a Biotech não fosse renovado.

“Em alguns itens, o sobrepreço excedia 400%. O problema era bem evidente, era muito claro que eles estavam comprando dos mesmos fornecedores com valores muito acima dos praticados no mercado”, disse ele.

*Com informações divulgadas pelo MP-RJ

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