MP suspeita da origem de R$ 261 mil pagos em dinheiro a escolas e plano de saúde da família de Flávio Bolsonaro

O MP-RJ identificou ao menos 116 boletos quitados em espécie. Pelo menos dois desses boletos, de mensalidades de um colégio no Rio, foram comprovadamente pagos por Fabrício Queiroz, preso sob acusação de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro quando era assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj

Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro
Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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247 - O Ministério Público do Rio de Janeiro suspeita sobre eventuais ilegalidades nos R$ 261 mil pagos em dinheiro por mensalidades escolares e plano de saúde das filhas de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Foram 116 boletos quitados em espécie. Pelo menos dois desses boletos, de mensalidades de um colégio no Rio, foram comprovadamente pagos por Fabrício Queiroz, segundo o MP. O teor do documento foi publicado pela TV Globo

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quitou duas mensalidades, de R$ 3.382,27 e R$ 3.560,28, em 1º de outubro de 2018, de acordo com fotos e dados incluídos no processo.

Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em São Paulo por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro quando assessorava Flávio Bolsonaro na Alerj. Segundo as investigações, funcionários do parlamentar devolviam parte do salário, e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e através do investimento em imóveis.

O pagamento das mensalidades seria mais um indício de que a arrecadação do salário dos servidores do gabinete voltava para o parlamentar. "A análise de suas atividades bancárias permitiu ao Gaecc/MPRJ comprovar que Fabrício Queiroz também transferia parte dos recursos ilícitos desviados da Alerj diretamente ao patrimônio familiar do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, mediante depósitos bancários e pagamentos de despesas pessoais do parlamentar e de sua família", diz trecho da decisão.

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