MPF chegou a pedir prisão preventiva de Wilson Witzel

O procurador Eduardo El Hage informou que o MPF chegou a pedir a prisão do governador afastado do Rio, mas o pedido foi rejeitado pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ. Witzel é suspeito de irregularidades em contratos na saúde

Wilson Witzel
Wilson Witzel (Foto: GOVRJ)
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Sputnik Brasil - O Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), mas o pedido foi rejeitado pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O pedido foi feito antes de Operação Tris in Idem ser deflagrada nesta sexta-feira (28).

O procurador da República Eduardo El Hage afirmou em pronunciamento à imprensa que o afastamento de Witzel foi "muito importante para desarticular o grupo que está no poder", que nominou como uma organização criminosa sofisticada.

"Face aos fatos gravíssimos com que nós nos deparamos, não havia outra medida, se não a que foi adotada hoje", disse o procurador, citado pela Agência Brasil.

El Hage lembrou que dois governadores anteriores a Witzel, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, foram presos sob acusação por crimes de corrupção.

"Esse é o terceiro governador praticar atos de corrupção e de lavagem é algo inadmissível, e, em razão disso, o Ministério Público Federal chegou a requerer sua prisão preventiva. O ministro Benedito Gonçalves entendeu que não seria o caso e determinou seu afastamento", revelou.

O procurador da República negou que a operação deflagrada hoje tenha motivações políticas e afirmou que o trabalho reuniu uma quantidade de provas muito extensa contra Witzel.

Witzel negou os crimes e disse que vai recorrer contra o afastamento quando tiver acesso às provas que fundamentam a decisão.

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