MPT e Vale assinam acordo para indenizar familiares de funcionários mortos em Brumadinho

Um acordo entre o Ministério Público do Trabalho e a Vale prevê que a mineradora repare os danos materiais e morais decorrentes do rompimento da barragem de Córrego do Feijão em Brumadinho (MG); está prevista a liberação do R$ 1,6 bilhão; já são 248 mortes e 22 pessoas desaparecidas, sendo a maior tragédia ambiental da história do País

Equipes de resgate fazem buscas em Brumadinho
Equipes de resgate fazem buscas em Brumadinho (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - A 5ª Vara do Trabalho, em Betim (MG), homologou um acordo entre o Ministério Público do Trabalho e a Vale assinado na noite desta segunda-feira (15) para a mineradora reparar os danos materiais e morais decorrentes do rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em 25 de janeiro, no município de Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Está prevista a liberação do R$ 1,6 bilhão. Até agora, já são 248 mortes e 22 pessoas desaparecidas, sendo a maior tragédia ambiental da história do País. 

Pelo acordo, cônjuge ou companheiro, filho, mãe e pai de funcionários da Vale que morreram na tragédia receberão, individualmente, R$ 700 mil, sendo R$ 500 mil para reparar o dano moral e R$ 200 mil a título de seguro adicional por acidente de trabalho. Irmãos de trabalhadores falecidos receberão R$ 150 mil por dano moral.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho, tomando como exemplo a situação de um trabalhador que morreu e deixou esposa, dois filhos, pai, mãe e dois irmãos, o grupo familiar receberá o montante de R$ 3,8 milhões.

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