Novo secretário exonera chefe de divisão da Polícia Civil que investiga morte de Marielle

O novo secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, exonerou o diretor do DHGPP, delegado Antônio Ricardo Nunes, um dia após ser anunciado pelo governador interino, Cláudio Castro

Marielle Franco e Allan Turnowski
Marielle Franco e Allan Turnowski (Foto: Mídia NINJA | Reprodução)
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247 - O novo secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, exonerou, na noite de terça-feira, 15, o diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHGPP), delegado Antônio Ricardo Nunes. Turnowski, que fez a alteração, foi anunciado na segunda-feira, 14, como o novo titular da pasta pelo governador interino, Cláudio Castro (PSC), novo aliado da família Bolsonaro.

Nunes será substituído pelo delegado Roberto Cardoso, que era da 27ª Delegacia Policial, segundo a Veja. A mudança na DHGPP acontece em meio a investigações na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que apuram a ligação de bicheiros, milicianos e contraventores ao Escritório do Crime e ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018. Cardoso poderá alterar o comando da DHC.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (RJ) deflagraram no dia 9 deste mês uma operação de busca e apreensão contra Ronnie Lessa e o ex-vereador Cristiano Girão. Lessa foi detido em março do ano passado sob acusação de ter efetuado os tiros que mataram Marielle. O PM morava no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro, na cidade do Rio. 

De acordo com a investigação, Girão mandou matar o miliciano André Henrique da Silva Souza, o Zóio, e Juliana Sales Oliveira, em uma disputa territorial. Ronnie é investigado como autor do duplo homicídio.

A DHC informou que Zóio e Juliana foram mortos com mais de 40 tiros em 14 de junho de 2014. Pelo menos três homens que estavam num Fiat Doblo prata abordaram o casal, que estava num Honda Civic.

Cristiano Girão foi condenado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, mas responde em liberdade no Nordeste desde 2015. O ex-vereador é monitorado por tornozeleira e impedido de voltar ao Rio. 

Ronnie Lessa está preso na penitenciária de segurança máxima de Porto Velho, Rondônia, ao lado de Élcio de Queiroz, apontado por investidores do Rio como o condutor do veículo que perseguiu o carro de Marielle por cerca de três quilômetros na região central do Rio. Queiroz, de 46 anos havia postado no Facebook uma foto ao lado de Jair Bolsonaro. Na foto, o rosto de Bolsonaro está cortado. 

Marielle foi morta pelo crime organizado. Ativista de direitos humanos, ela denunciava a violência cometida por policiais e a atuação de milícias nas favelas. Os criminosos efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras.

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