Olimpíada deverá gerar receitas de R$ 2,7 bilhões para o Rio, diz CNC

Estudo feito pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que a Olimpíada e a Paralimpíada deverão gerar receitas de R$ 2,68 bilhões ao setor turístico do Estado do Rio de Janeiro entre agosto e setembro; o resultado representa um avanço nominal de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado; juntos, os eventos devem receber mais de 1,3 milhão de turistas

19.03.2015.500DTC.Macote. Pào de Açucar. Rio de Janeiro. BRASIL.
19.03.2015.500DTC.Macote. Pào de Açucar. Rio de Janeiro. BRASIL. (Foto: Gisele Federicce)

247 - Um estudo feito pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que a Olimpíada e a Paralimpíada deverão gerar receitas de R$ 2,68 bilhões ao setor turístico do Estado do Rio de Janeiro entre agosto e setembro, meses do evento. A cifra representa um avanço nominal de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita virá do gasto de turistas que visitarão o Estado nesse período. Em agosto, a previsão é de que 909,4 mil turistas cheguem ao Rio (666,3 mil brasileiros e 243,1 mil estrangeiros), gerando R$ 1,77 bilhão em receitas.

Já a Paralimpíada deve receber 468,5 mil turistas, gerando um faturamento de R$ 912,4 milhões. A CNC estima que os turistas estrangeiros devem deixar no País US$ 1,04 bilhão, o que corresponde a uma média de US$ 929 por visitante – equivalente a R$ 3.089 (com base no câmbio a R$ 3,33).

Alimentos, transporte e lazer

O segmento de alimentação deve responder por um terço da receita gerada pelos eventos. A expectativa é que bares, restaurantes e lanchonetes faturem R$ 927,1 milhões. Outros dois segmentos que se destacam na movimentação de divisas durante os Jogos são: transporte rodoviário (R$ 738 milhões) e atividades artísticas, esportivas e de lazer (R$ 474,1 milhões). Juntos, esses três segmentos devem responder por quase 80% das receitas durante o período.

"Segmentos importantes do setor de turismo, como hotelaria, agências de viagens, transporte aéreo e marítimo, bem como locação de automóveis, tendem a ter um faturamento menor nessas datas porque a maior parte das receitas dessas atividades não costuma ocorrer durante a prestação do serviço", explica o economista da CNC Fabio Bentes.

Oportunidades de emprego

Com o mercado de trabalho em recessão desde agosto de 2015, o setor de turismo fluminense deve demandar 4.080 empregos temporários durante o período dos Jogos. As principais oportunidades são para garçons, motoristas e cozinheiros, que, juntos, respondem por 40% da força de trabalho do segmento.

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