Paes: 'impeachment é golpe e autofagia política'

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), afirmou que o pedido de impeachment contra a presidente Dilma é "uma autofagia política" que está destruindo o Brasil; "Esse processo todo é insano, uma autofagia política. Não consigo compreender", disse; "Está na hora de ter o mínimo de racionalidade. Estão destruindo o Brasil", completou Paes, que também classificou a iniciativa como uma tentativa de golpe, durante a Conferência do Clima da ONU (COP-21), em Paris; "O PMDB deve ser contra essa tentativa de golpe"

Paris- França- 03/12/2015- Prefeito Eduardo Paes na COP21 
Paris- França- 03/12/2015- Prefeito Eduardo Paes na COP21  (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), defendeu a presidente Dilma Rousseff e afirmou que abertura de um processo de impeachment por parte do seu correligionário e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), contra a petista é "uma autofagia política" que está destruindo o Brasil. "Esse processo todo é insano, uma autofagia política. Não consigo compreender", disse ele, na Conferência do Clima da ONU (COP-21), em Paris.

Prestes a ser cassado por suas contas secretas na Suíça e também acusado de prestar favores ao BTG, o peemedebista decidiu aceitar na tarde desta quarta-feira (2) o pedido de impeachment contra Dilma feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale, pela advogada Janaína Paschoal, e abraçado pela oposição.

Paes afirmou que "está na hora de ter o mínimo de racionalidade". "O PMDB deve ser contra essa tentativa de golpe. O processo previsto na Constituição é de impedimento em razão de um crime de responsabilidade", pontuou. "As pessoas perguntam por que há um impeachment contra a presidente. (...) É porque o presidente da Câmara não teve dois votos do partido da presidente a favor dele em um confusão em que ele se meteu", acrescentou.

De acordo com prefeito da capital fluminense, o pedido de impeachment é inconstitucional. "Não estamos lidando com crime de responsabilidade da presidente Dilma. Se fosse o caso, poderíamos debater", afirmou. "A presidente deve ter outros defeitos, mas certamente não o de cometer crime de responsabilidade", complementou.

 

 

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