‘Pagode clandestino’ torna-se febre e potencializa risco de catástrofe sanitária no Rio

Em meio a pandemia do novo coronavírus, festas clandestinas vão sendo realizadas em diversas regiões da cidade do Rio de Janeiro. Para driblar as denúncias, as informações sobre os eventos são compartilhadas apenas no WhatsApp, em perfis fechados

Pagode clandestino
Pagode clandestino (Foto: Reprodução)
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247 - Em meio crise do coronavírus, as festas clandestinas começam perigosamente a ganhar adeptos em diversas regiões da cidade do Rio de Janeiro. A divulgação dos eventos é feita em perfis fechados no WhatsApp, para evitar denúncias. 

A reportagem do jornal O Globo destaca que “os organizadores do "Pagode Clandestino", realizado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no último dia 14, enviaram em um grupo no WhatsApp os detalhes da festa. Na ocasião, ao menos cem pessoas se reuniram em uma casa no bairro Mutuá com direito a muita bebida alcoólica, música ao vivo e, ironicamente, uma máscara personalizada. A festa começou às 12h e só terminou às 20h, com a chegada de policiais militares no local. Segundo a PM, o empresário que organizou o evento conseguiu fugir. A Prefeitura de São Gonçalo informou que autuará tanto ele quanto o dono do imóvel.”

A matéria ainda acrescenta que “já em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, no último sábado foi realizada a "Clandestine Party". O cartaz do evento também foi distribuído por aplicativos de mensagens. Em uma rede social, uma moradora disse que teve a intenção de denunciar o evento às autoridades, mas desistiu por não saber o endereço exato da festa. Internautas confirmam que receberam informações do evento de forma privada. "Me adicionaram no grupo de WhatAspp dessa festa. Nas mensagens as pessoas ainda ficavam debochando, falavam que iam mandar o drone da prefeitura para lá", disse uma jovem.”

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