Pais de Marielle são contrários à federalização da investigação do assassinato da vereadora

A mãe de Marielle Franco é contra a federalização da investigação que apura o assassinato de Marielle, como propôs Raquel Dodge : "A gente não sabe na mão de quem vai cair esse processo, como vão conduzir. Vai ser mais doloroso para gente e muito mais moroso que já está. A gente precisa que isso fique aqui no estado"

(Foto: ABr | Mídia NINJA)

247 - Uma entrevista nesta quinta-feira com a presença da Anistia Internacional e os pais de Marielle Franco marca os seis meses da prisão do policial militar reformado Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, apontados como suspeitos de participar do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes. A mãe de Marielle, Marinete Silva, disse que é contra a fedralização das investigações — o que está sendo cogitado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, devido a indícios de envolvimento do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) afastado, Domingos Inácio Brazão.  No próximo sábado, o crime completa 18 meses. A informação é do jornal O Globo 

Segundo a mãe da parlamentar, há medo de quem conduziria o caso na esfera federal.

— As famílias são contra a federalização. Considero desnecessário, já que o Gaeco tem se empenhado bastante. Os suspeitos serão ouvidos em breve. Não tem porque isso ir pra esfera federal hoje. A gente não sabe na mão de quem vai cair esse processo, como vão conduzir. Vai ser mais doloroso para gente e muito mais moroso que já está. A gente precisa que isso fique aqui no estado. Foi aqui que aconteceu tudo — afirma Marinete.
O pai da parlamentar, Antônio Francisco da Silva Neto, também é contrário à federalização das investigações. Ele questiona o pedido ser feito apenas no fim do mandato da atual PGR — que se encerra na próxima terça-feira. 

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