Pandemia: PT e PSOL apresentam 10 medidas para plano emergencial em Campinas

PT e PSOL irão apresentar um conjunto de 10 medidas para combater a pandemia de coronavírus na cidade de Campinas-SP. Entre as medidas, estão a testagem em massa, ampliação do sistema de compras públicas, descontos em impostos e tarifas, crédito social e contratação de profissionais da saúde

Protesto da intersindical em Campinas
Protesto da intersindical em Campinas (Foto: Divulgação)
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247 - A cidade de Campinas, no interior de São Paulo, contará com um plano emergencial de combate à pandemia desenvolvido por PT e Psol.O documento, que será divulgado oficialmente neste sábado pelo Youtube, tratará de segurança alimentar para todos e  Economia de emergência. 

Leia carta de pré-divulgação da proposta: 

“Campinas já soma em seus registros quase mil vítimas fatais em decorrência de covid-19 e  supera a marca dos 25 mil casos confirmados. A pandemia deixa tristes consequências para as famílias das vítimas, amplia as desigualdades e aprofunda a derrocada econômica que o país já vinha sofrendo. A violência doméstica, que afeta a vida de muitas mulheres e crianças, ampliou consideravelmente nesse contexto. A necessidade do isolamento social mudou nossos hábitos, as formas de trabalho, de estudo, de relacionamentos e elevou a inclusão digital a um direito fundamental para todos os cidadãos.

O Brasil todo se deu conta do papel insubstituível do poder público nas nossas vidas. “Bolsonaro, Doria e Jonas (prefeito de Campinas), cada um em alguma medida, erraram do ponto de vista da preservação da vida. Estamos perdendo muita gente não só para a doença, mas também por conta de escolhas políticas que foram feitas. Muitas posições equivocadas foram tomadas levando confusão à população” avalia Pedro Tourinho (PT), pré-candidato à prefeitura de Campinas, médico sanitarista e presidente da Comissão de Política Social e Saúde da Câmara Municipal de Campinas.

À medida que a pandemia assume nitidamente um recorte social, esses governos vão cedendo às pressões de setores econômicos da elite para uma abertura insegura, tortuosa e repleta de riscos exatamente para os mais pobres. “São os trabalhadores e trabalhadoras, que enfrentam o transporte coletivo cheio, patrões e patroas insensíveis, moram em casas precárias que sofrem na pele e com a vida os efeitos das más escolhas de governo. A prioridade não pode ser os ricos e poderosos, os negócios e as coisas, o central é a vida” destaca Edilene Santana (PSOL), pré-candidata a vice-prefeita de Campinas e dirigente sindical.

Por isso, o PT e PSOL apresentam, amanhã, um conjunto de 10 medidas estruturadas em três eixos prioritários, que deve ser adotado de forma imediata pela atual administração municipal. Testagem em massa, ampliação do sistema de compras públicas, descontos em impostos e tarifas, crédito social, contratação de profissionais da saúde são medidas que estão ao alcance da prefeitura e reduzirão os impactos da covid-19 sobre a parcela da população que mais necessita atenção e cuidados do poder público. 

Os três eixos são: SUS que cuida e protege; Segurança alimentar para todos; Economia de emergência. Eles estão desdobrados em 10 medidas, que foram elaboradas por diversos especialistas em cada área, a partir da análise das finanças do município, das leis existente e das políticas até agora adotadas. As propostas que serão apresentadas no dia 22 de agosto não esperam o calendário eleitoral. São imediatas.

“Vivemos uma cascata de crises que estão se somando nesse momento: a crise social que sempre atingiu grandes parcelas da população e volta a se aprofundar dramaticamente de alguns anos pra cá; a crise sanitária que o Brasil, em linhas gerais, falhou em conter; e a crise econômica, causada especialmente por um modelo de administração implementado pós golpe de 2016 que precariza o trabalhador cada vez mais. O Plano Emergencial para Campinas, criado pelos PT e PSOL, se apropria dessa tarefa de corrigir alguns erros e apontar soluções imediatas para dar dignidade à população e defender a vida das trabalhadoras e trabalhadores, pois quem tem fome tem pressa” comenta Pedro Tourinho.

“O plano emergencial foi feito pensando nas pessoas de Campinas, nas comunidades, fruto do olho no olho, do cotidiano sofrido de quem vive do seu trabalho e ganha a vida com muita batalha. Nossas propostas são para corrigir erros imediatamente” conclui Edilene.

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