Parada LGBT de Madureira reúne milhares de pessoas no Rio

Segundo os organizadores, o desfile dos trios elétricos pelas principais vias de Madureira, às 19h, deverá atrair um público de 1,2 milhão de pessoas; antes disso, estão previstos vários shows, entre eles, as apresentações das cantoras Ludmila e Lexa

Segundo os organizadores, o desfile dos trios elétricos pelas principais vias de Madureira, às 19h, deverá atrair um público de 1,2 milhão de pessoas; antes disso, estão previstos vários shows, entre eles, as apresentações das cantoras Ludmila e Lexa
Segundo os organizadores, o desfile dos trios elétricos pelas principais vias de Madureira, às 19h, deverá atrair um público de 1,2 milhão de pessoas; antes disso, estão previstos vários shows, entre eles, as apresentações das cantoras Ludmila e Lexa (Foto: Charles Nisz)
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Agência Brasil - A 17ª Parada LGBT de Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, movimenta as ruas do bairro. Segundo os organizadores, cerca de 800 mil pessoas estão concentradas. A Polícia Militar informou à Agência Brasil que não faz cálculos sobre o número de participantes. A previsão da coordenação do encontro é que quando começar o desfile dos trios elétricos pelas principais vias de Madureira, às 19h, atinja um público de 1,2 milhão de pessoas. Até lá estão previstos vários shows, entre eles das cantoras Ludmila e Lexa.

Este ano o tema é A união nos une, mas a nossa luta nos fortalece. A presidente do Grupo Movimento de Gays, Travestis e Transformistas (MGTT), que há 17 anos organiza a Parada, Loren Alesxander, disse que o tema foi escolhido para reforçar a ideia de que com toda a sociedade há um combate mais efetivo contra o preconceito. Para a transsexual, a questão não é de falta de conhecimento sobre a diversidade. “Na dificuldade nós nos unimos mais. Os governos têm que entender que somos muitos, somos bons filhos e pagamos os nossos impostos e merecemos respeito”, disse.

Por dificuldades de patrocínio, a data da marcha foi alterada três vezes. Loren revelou que só se tornou possível após a liberação de R$ 150 mil pela empresa de bebidas Ambev, mais R$ 175 mil da Uber e R$ 40 mil da Prefeitura, sem contar as isenções feitas pela administração do município do pagamento de alvarás para a realização da programação. “A dificuldade ainda existe porque há preconceito sobre a questão LGBT. O preconceito existe sobre isso. Essa é a nossa causa e a nossa luta para resolver esta questão”, disse.

Mas para chegar a esses valores para que a tradição fosse mantida e a parada ocorresse este ano, os organizadores tiveram que levar a frente um intenso processo de negociação para garantir os recursos necessários. O coordenador especial de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, Nélio Geogini, disse que até a metade do ano não havia qualquer patrocínio garantido. A partir daí, uma força tarefa foi montada para conseguir os recursos incluindo os dos governos federal, estadual e municipal.

“Não foi tão fácil, mas teve todo um caminho que movimentou estado, união, município e empresas privadas. Foi um trabalho muito legal. Tenho certeza que essa Parada de Madureira, vai ser a parada da paz, de todo mundo junto”, completou.

Monitoramento

O Centro de Operações monitora a região em tempo real, por meio de 18 câmeras, agentes nas ruas e coletas de informações de usuários do aplicativo Waze e de GPS dos ônibus, para facilitar o acionamento de equipes se houver necessidade.

Limpeza

A empresa de limpeza urbana Comlurb atua com uma equipe de 90 garis, 10 fiscais e agentes de limpeza urbana, que vão trabalhar em três turnos, das 7h de domingo até as 6h de segunda-feira (27). Haverá 100 contêineres de 240 litros distribuídos no percurso principal para que o público deposite o lixo.

Segurança

Além da Polícia Militar, a Guarda Municipal vai apoiar o patrulhamento com 52 guardas, que vão atuar no ordenamento urbano e na fiscalização do trânsito, controlando os pontos de bloqueios ao tráfego definidos pela Companhia de Engenharia de Trânsito do Rio (CET-Rio).

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