Petistas assinam abaixo-assinado contra apoio do partido a candidato bolsonarista em Belford Roxo

Com a liderança de ex-presidentes petistas, militantes do PT estão assinando um abaixo-assinado contra a decisão do Diretório Nacional de apoiar a reeleição de Waguinho (MDB) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense

Waguinho, do MDB
Waguinho, do MDB (Foto: Reprodução)
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247 - Com a liderança de ex-presidentes petistas, militantes do PT estão assinando um abaixo-assinado contra a decisão do Diretório Nacional de apoiar a reeleição de Waguinho (MDB) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O prefeito é bolsonarista, tendo aparecido com Flávio Bolsonaro e elogiado Jair Bolsonaro há duas semanas.

“Lamentamos profundamente que, por 40 votos a 36, a máxima instância dirigente de nosso partido tenha se recusado a reconsiderar decisão de apoio à reeleição do prefeito de Belford Roxo (RJ), notório aliado do bolsonarismo. Tal medida, a nosso juízo, viola a democracia interna e a tradição petista, além de ratificar uma decisão que desorienta, confunde e desanima nossa militância. Não é aceitável qualquer composição com representantes formais ou informais do neofascismo, como claramente estabelecem resoluções de nosso 7º Congresso e do próprio Diretório Nacional”, diz trecho o abaixo-assinado.

O documento já alcançou mais de 1800 assinaturas, com apoio de alguns ex-presidentes do partido - Olívio Dutra, José Dirceu, José Genoíno, Tarso Genro, Ricardo Berzoini e Rui Falcão - e dos ex-presidentes das Câmara Arlindo Chinaglia, João Paulo Cunha e Marco Maia. Os ex-presidentes já haviam assinado, na semana passada, uma carta à presidente do partido, Gleisi Hoffmann, pedindo para que a decisão fosse revista.

Lula e Gleisi se abstiveram do debate na segunda-feira, 17, que decidiu não reabrir debate sobre o apoio a Waguinho. Eles também não assinaram a petição. Eles têm buscado não se envolver na polêmica.

Por sua vez, o presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá, defendeu a aliança com o bolsonarista e disse que determinados setores do partido “acabam servindo à direita”. Além disso, justificou que:

“Não se ganha uma guerra no isolamento. Como na guerra, na luta de classes, na luta política real, se ganha o embate identificando claramente quem é o inimigo principal e quem é o secundário. Daí é preciso buscar aliados para vencer esse inimigo principal, atraindo inclusive os secundários e explorando eventuais contradições e desacordos que estes tenham como o inimigo principal. Pode-se nem mesmo trazê-lo para nosso lado, mas dividi-lo e neutralizá-lo já é de grande utilidade”.

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