Pezão cria secretaria e nomeia aliada de Cunha que é ré na Lava Jato

Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB) criou a Secretaria de Apoio à Mulher e ao Idoso no Rio, e nomeou na chefia Solange Almeida, aliada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), que está preso; segundo o MPF, Solange fez requerimentos na Câmara pedindo investigações sobre o operador Júlio Camargo e a empresa Samsung; MPF disse que o texto assinado por ela tinha autoria "material e intelectual" de Cunha e foi feito com o objetivo de fazer pressão por novos pagamentos de propina, após a empresa parar de pagar comissões a Camargo ao fim do contrato para o fornecimento de navios-sonda


Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB) criou a Secretaria de Apoio à Mulher e ao Idoso no Rio, e nomeou na chefia Solange Almeida, aliada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), que está preso; segundo o MPF, Solange fez requerimentos na Câmara pedindo investigações sobre o operador Júlio Camargo e a empresa Samsung; MPF disse que o texto assinado por ela tinha autoria "material e intelectual" de Cunha e foi feito com o objetivo de fazer pressão por novos pagamentos de propina, após a empresa parar de pagar comissões a Camargo ao fim do contrato para o fornecimento de navios-sonda
Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB) criou a Secretaria de Apoio à Mulher e ao Idoso no Rio, e nomeou na chefia Solange Almeida, aliada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), que está preso; segundo o MPF, Solange fez requerimentos na Câmara pedindo investigações sobre o operador Júlio Camargo e a empresa Samsung; MPF disse que o texto assinado por ela tinha autoria "material e intelectual" de Cunha e foi feito com o objetivo de fazer pressão por novos pagamentos de propina, após a empresa parar de pagar comissões a Camargo ao fim do contrato para o fornecimento de navios-sonda (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), criou a Secretaria de Apoio à Mulher e ao Idoso no Rio, e nomeou na chefia uma aliada do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB), que está preso em Curitiba. Nesta segunda-feira (13), Solange Almeida (PMDB), ré na Operação Lava Jato.

Ex-deputada federal, a peemedebista foi prefeita de Rio Bonito (RJ) até o ano passado, quando decidiu não concorrer à reeleição. Quase na mesma época da campanha, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra ela e Eduardo Cunha. Solange alegou motivos pessoais para não ter disputado a eleição.

Cunha foi acusado de receber US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras, cuja fornecedora era a Samsung. De acordo com o MPF, a empresa parou de pagar comissões ao operador Júlio Camargo ao fim do contrato e, como consequência, Solange fez requerimentos na Câmara pedindo investigações sobre Camargo e a Samsung.

O texto assinado por ela tinha autoria "material e intelectual" de Cunha e foi feito com o objetivo de fazer pressão por novos pagamentos de propina, conforme denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR).

A nova secretária afirmou estar tranquila para enfrentar o processo na Lava Jato de cabeça erguida. "O governador sabe de tudo, sabe da minha vida. Quando era prefeito em Piraí, eu era prefeita de Rio Bonito. Ele me conhece. Deve ter pesado tudo isso. Acho muito desagradável [responder ao processo na Lava Jato], mas tenho certeza da minha lisura. Vou responder de cabeça erguida". O relato é do G1.

Solange disse que não concorreu à prefeitura em 2016 por causa da dificuldade financeira que a cidade viveria, além do fato de ter se tornado avó. "A crise estava muito grande, imensa. A situação do país estava muito difícil. Seria muita responsabilidade de tocar o município sem saber se vai arrecadar", acrescentou.

 

 

 

Conheça a TV 247

Mais de Sudeste

Ao vivo na TV 247 Youtube 247