Pezão diz que “só assinava” licitações de Cabral

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, negou ter conhecimento de pedidos de propina ou formação de cartel na licitação e nas obras do Maracanã e do PAC das Favelas; Pezão foi arrolado como testemunha em processo em qe Cabral é réu junto de outras 19 pessoas e que investiga corrupção nestas intervenções; "Eu só assinava no final. O órgão que cuidava das licitações era subordinado ao subsecretário Hudson Braga. Eu tinha confiança plena nos técnicos abaixo de mim. Apenas assinava para dar publicidade exigida por lei", disse o governador

Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral
Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral (Foto: Giuliana Miranda)

Rio 247 - Arrolado pela defesa do ex-governador Sérgio Cabral, o governador Luiz Fernando Pezão negou ter conhecimento de pedidos de propina ou formação de cartel na licitação e nas obras do Maracanã e do PAC das Favelas. Cabral é réu junto de outras 19 pessoas no processo que investiga corrupção nestas intervenções. À época, Pezão era o secretário de Obras do governo estadual. Pezão negou ter conhecimento de cartel ou pagamento de propinas para estas obras, mas afirmou que, embora fosse o secretário, "apenas assinava" os documentos relativos a editais, licitações e contratação de empresas. A exemplo do depoimento que prestou em abril, Pezão negou que soubesse de qualquer esquema durante a gestão de seu antecessor, preso desde novembro do ano passado, na Operação Calicute.

— Eu só assinava no final. O órgão que cuidava das licitações era subordinado ao subsecretário Hudson Braga. Eu tinha confiança plena nos técnicos abaixo de mim. Apenas assinava para dar publicidade exigida por lei — afirmou Pezão, em resposta ao juiz Marcelo Bretas. — Eu atuava mais como coordenador, fazendo a ligação com Brasília. Vencendo as burocracias, junto da ex-presidente Dilma, à época na Casa Civil, para tocar as obras.

Ao responder questionamentos da defesa de Cabral, Pezão negou ter conhecimento de irregularidades.

— Não tenho nenhum conhecimento disso. Todos os editais eram público, licitação com ampla divulgação — respondeu o governador.

Pezão acrescentou que, depois que surgiram as suspeitas de corrupção e cartel nestas obras, órgãos do governo estadual estão reavaliando os contratos.

As informações são de reportagem de Miguel Caballero e Juliana Castro em O Globo.

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