Pezão: 'não acredito que Temer esteja se afastando'

Governador do Rio afirmou que não tem pretensões de mediar nenhum entendimento entre a presidente Dilma e o vice, Michel Temer e afirma não acreditar "que o Temer esteja se afastando. Não acredito na ruptura. Minhas posições são claras e acho que o impeachment é um desserviço num momento de tão grande crise"

Governador do Rio afirmou que não tem pretensões de mediar nenhum entendimento entre a presidente Dilma e o vice, Michel Temer e afirma não acreditar "que o Temer esteja se afastando. Não acredito na ruptura. Minhas posições são claras e acho que o impeachment é um desserviço num momento de tão grande crise"
Governador do Rio afirmou que não tem pretensões de mediar nenhum entendimento entre a presidente Dilma e o vice, Michel Temer e afirma não acreditar "que o Temer esteja se afastando. Não acredito na ruptura. Minhas posições são claras e acho que o impeachment é um desserviço num momento de tão grande crise" (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio 247 - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou, nesta terça-feira (8), que não tem pretensões de mediar nenhum entendimento entre a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer.

Pezão considera o pedido de impeachment um "desserviço ao país". "Não acredito que o Temer esteja se afastando. Não acredito na ruptura. Minhas posições são claras e acho que o impeachment é um desserviço num momento de tão grande crise", disse o peemedebista, após participar da abertura de um seminário sobre mediação judicial na Fundação Getulio Vargas.

Segundo Pezão, "o PMDB ajudou a eleger a presidente e agora tem de ajudar a governar.  Mas esse é um problema que tem de ser mediado em Brasília". Vocês nunca vão me ver incendiando. Sou um homem de diálogo, de consenso", disse. 

A carta gera preocupação no Planalto devido às especulações que Temer estaria a favor do impeachment da presidente Dilma. Nesse final de semana, o peemedebista, inclusive, participou de um evento com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Pezão reforçou que Temer foi eleito como vice e tem como função ajudar a governar.  E que a presidente tem o direito de ocupá-lo do jeito que quiser. "O vice foi muito utilizado. Cada governante dá a utilização que quiser. Se ela não quis... Mas ela sempre o ouviu. Vice é para ajudar a governar", defendeu.

Depois de ter dito que foi apenas um "vice decorativo", o peemedebista afirmou ter sido "ignorado" nas tratativas e demonstrou insatisfação pelo fato de o líder do seu partido na Câmara Federal, deputado Leonardo Picciani (RJ), ter emplacado dois ministros na reforma ministerial. Segundo Temer, ele ou o PMDB jamais foram "chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do País" (leia mais aqui sobre a carta)

Para o governador do Rio, a divisão no PMDB sempre existiu, desde o lançamento da candidatura de Dilma e Temer. Ele afirmou que cerca de 40 ou 45 parlamentares fecham com o governo enquanto outros 20 são contra e querem ver essa divisão. "É importante separar os grupos e ver o que é importante para o país. Fazer um chamamento para resolver os problemas. O PMDB já estava dividido, mas a presidente sabe quem foi leal, quem tem responsabilidade com o país", disse Pezão.

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