PF apreende contrato de esposa de Witzel com empresários investigados

Na operação desta terça-feira (26) contra o governador Wilson Witzel, a Polícia Federal apreendeu um contrato firmado entre a primeira-dama Helena Witzel e a empresa de Alessandro Duarte. Ele é suspeito de ser operador financeiro de Mário Peixoto, acusado de desvio de dinheiro em compras na área da saúde. O contrato tinha duração de 36 meses com parcelas de R$ 15 mil e foi obtido pela CNN

(Foto: reuters | divulgação)
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247 - O contrato acertado pela primeira-dama do Rio de Janeiro, Helena Witzel, e a DPAD Serviços Diagnósticos, empresa de Alessandro Duarte, tinha duração de 36 meses e atuação de consultoria jurídica. O empresário é acusado de ser operador financeiro do empresário Mário Peixoto, preso em 14 de maio pela Operação Favorito (desdobramento da Lava Jato) por supostas irregularidades em contratos com o governo do RJ.

As investigações apontaram indícios de fraude nas compras para os hospitais de campanha do coronavírus. A empresa de Peixoto é a principal fornecedora do Governo Estadual do Rio de Janeiro, tendo mais de R$ 900 milhões em contratos com o estado. Peixoto é acusado de liderar uma organização criminosa e de desviar verbas em contratos milionários na área de saúde. As investigações apontaram indícios de fraude nas compras para os hospitais de campanha do coronavírus. De acordo com a PF, o grupo pagou vantagens indevidas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), deputados estaduais e outros agentes públicos.

A Operação Favorito ajudou a embasar a Operação Placebo, que ocorreu na manhã desta terça-feira, 26, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Polícia Federal (PF) apreendeu telefones e celulares de Wilson Witzel, no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador. A Operação Placebo investiga gastos de R$ 1 bilhão na construção de hospitais de campanha durante a pandemia.

O documento 

O documento foi obtido pelo jornalista da CNN Caio Junqueira e embasou a decisão do STJ. A prestação do serviço mostra que a esposa do governador receberia 36 parcelas mensais de R$ 15 mil, em um total de R$ 540 mil. A CNN informa que cerca de oito parcelas já teriam sido pagas - cerca de R$ 120 mil e ressalta que “os investigadores não encontraram evidências de que o escritório da advogada tenha efetivamente prestado serviços” e, por isso, eles suspeitam “de que o contrato tenha sido firmado apenas para disfarçar o pagamento de propina”.

O áudio

A CNN também teve acesso a um áudio de Luís Roberto, alvo da Operação Favorito, em que conversava com um amigo e fala sobre o empresário Mário Peixoto, afirmando que o empresário acertou a revogação da desqualificação da empresa Unir Saúde em editais do Rio de Janeiro.

"Te falaram que vão revogar aquela decisão?", pergunta. "Diz o Mário [Peixoto] que foi ele que acertou junto com o governador [Wilson Witzel], mas não publicou ainda. Eu estava comprando isso de um outro cara", respondeu o amigo.

De acordo com a apuração da CNN, de fato houve uma decisão do governador Wilson Witzel para revogar a desqualificação.

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