PF apura atuação de policiais que mataram João Pedro, que continuam trabalhando normalmente

O órgão federal disse que está acompanhando o inquérito da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) e que "prestará todas as informações e apoio necessário à elucidação dos fatos que resultaram na morte do adolescente"

(Foto: Reprodução)
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247 - A Corregedoria instaurou uma sindicância para apurar a atuação dos policiais que assassinaram o adolescente João Pedro Matos, de 14 anos, em operação no Complexo do Salgueiro, informa a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A casa onde ele se encontrava tem 70 marcas de tiro, mas os policiais não foram suspensos e continuam trabalhando normalmente, de acordo com a assessoria da PF.

O órgão federal disse que está acompanhando o inquérito da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) e que "prestará todas as informações e apoio necessário à elucidação dos fatos que resultaram na morte do adolescente".

João Pedro foi morto com um tio na barriga enquanto brincava com os primos na casa de familiares. Os policiais removeram o corpo do garoto da cena, não avisaram o paradeiro para a família e falaram que houve troca de tiros. O jovem foi encontrado 17 horas depois no Instituto Médico Legal (IML). Segundo os familiares, os policiais levaram os celulares da vítimas e dos outros jovens que estavam no local. Eles também negam a versão da polícia de que houve troca de tiros.

O pai de João Pedro, Neilton Pinto, afirmou que “a polícia chegou lá de uma maneira cruel, atirando, jogando granada, sem perguntar quem era” e fez uma declaração direcionada ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel: “Senhor governador, a sua polícia não matou só um jovem de 14 anos com um sonho e projetos, a sua polícia matou uma família completa, matou um pai, matou uma mãe e o João Pedro. Foi isso que a sua polícia fez com a minha vida”, disse em entrevista à TV Globo.

O primo da vítima também se pronunciou. Ele divulgou um vídeo nas redes sociais onde conta como João Pedro foi assassinado. “Eles deram muitos tiros na janela e saímos correndo pro quarto. Nisso, ficou Duda e João na copa, deitados. Os policiais entraram e mandaram todo mundo calar a boca, e vi João ainda deitado. Não tinha entendido o que aconteceu”. 

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