PF aponta corrupção na delegacia do Caso Marielle

De acordo com relatório da PF, o delegado da Polícia Federal Hélio Khristian Cunha de Almeida, acusado pela PGR de obstruir as investigações sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), usou intermediários para tentar extorquir a quantia de R$ 300 mil do vereador Marcello Sicilliano (PHS-RJ), acusado de ter sido mandante da morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL)

(Foto: Mídia NINJA)
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247 - O delegado da Polícia Federal Hélio Khristian Cunha de Almeida, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de obstruir as investigações sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), montou uma "central de mutretas" na própria superintendência da PF no Rio de Janeiro. É o que aponta o relatório final da corporação sobre o caso, que indiciou o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, e a advogada Camila Nogueira sob acusação de que atrapalharam os rumos do inquérito sobre o atentado.

De acordo com o documento, o delegado usou intermediários para tentar extorquir a quantia de R$ 300 mil do vereador Marcello Sicilliano (PHS-RJ). A suspeita foi revelada no dia 19 de maio pelo pelo UOL, que também publicou os relatos sobre o relatório final da PF. 

As investigações apontam que o homicídio tenha ilgação com o crime organizado. Marielle era ativista de direitos humanos e denunciava a violência policial cometidas nas favelas, assim como a atuação de milícias. Os atiradores perseguiram o carro dela por cerca de três quilômetros e efetuaram os disparos  justamente em um lugar sem câmaras.

O PM "Ferreirinha" apontou o vereador Sicilliano e o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, como mandantes da morte de Marielle por Ferreirinha. Depois, o militar admitiu que prestou falso testemunho.

No relatório o delegado federal Leandro Almada, responsável pela investigação sobre a obstrução no Caso Marielle, afirma que os "atos de corrupção" cometidos por HK foram informados à Superintendência da PF no Rio para que "medidas cabíveis" fossem adotadas.

"Lamentavelmente, a autoridade policial que presidiu o IPL 477/18 [o inquérito da PF sobre o Caso Marielle], lotado no Estado do Amazonas, sem conhecer as mazelas do RJ, possa, açodadamente tecer comentários com carga de subjetivismo, sem qualquer prova ou fundamento. Certamente, tal ilação será objeto de demanda judicial em desfavor da União no momento oportuno", afirmou, em nota, o advogado Leonardo Carvalho, defensor de HK.

A defesa do delegado nega todas as acusações.


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