PGR diz que Witzel recebeu R$ 554 mil em propina com ajuda da primeira-dama

Segundo a denúncia encaminhada à PGR, primeira-dama Helena Witzel e o advogado Lucas Tristão teriam intermediado pagamentos feitos pelo empresário Mário Peixoto, que está preso, em troca da requalificação do Instituto Unir Saúde para atuar perante o governo

(Foto: Governo do Rio/Divulgação)
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247 - Na denúncia encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Procuradoria Geral da República acusou o governador afastado do Rio, Wilson Witzel, de receber R$ 554 mil em propina em contratos da área da Saúde. O recebimento de parte destes valores teria contado com a participação da primeira-dama Helena Witzel. 

Witzel foi afastado do cargo nesta sexta-feira, 28, por decisão do STJ, enquanto uma operação da Polícia Federal realizou seis prisões, como a de seu aliado o Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC.

De acordo com a peça da PGR encaminhada ao STJ, entre agosto do ano passado e abril deste ano, Witzel teria recebido R$ 274 mil em 21 oportunidades. Nesta etapa, teria participado Helena Witzel e o advogado Lucas Tristão, ex-secretário e braço direito de Witzel, que também foi preso nesta sexta. 

Este dinheiro, segundo a PGR, teria sido pago pelo empresário Mário Peixoto, que está preso, com o auxílio de quatro pessoas. Em troca, o governador permitiu que o Instituto Unir Saúde recuperasse sua qualificação para atuar perante o governo.

Além desses pagamentos, ainda de acordo com a denúncia, em outras quatro ocasiões, houve mais R$ 280 mil em propina. Os valores teriam sido pagos pelo empresário e ex-prefeito de Volta Redonda (RJ) Gothardo Lopes Netto, outro denunciado e preso na operação desta sexta-feira.

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