PMs envolvidos no massacre de Paraisópolis são retirados de trabalho na rua

Segundo o ouvidor da Polícias, Benedito Mariano, a Corregedoria da PM vai analisar quais os policiais serão afastados. "No primeiro momento da ocorrência sim, foram seis policiais militares, mas cabe ao corregedor analisar e definir quem será afastado"

(Foto: Reprodução/TV Globo)

247 - O comandante da Polícia Militar do estado de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles, afirmou nesta segunda-feira, 2, que os policiais militares envolvidos na operação que resultou na morte de nove pessoas na madrugada deste domingo (1) em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, foram afastados do trabalho na rua nesta segunda-feira (2). 

"Os policiais estão preservados. Temos que concluir o inquérito. Eles continuarão nas unidades em serviços administrativos no mesmo horário deles fazendo outras coisas porque é uma área complexa, a área da primeira companhia é uma área complexa. Havendo um outro evento parecido eles poderão ser prejudicados. Então eles estão sendo preservados", disse Salles, de acordo com com o portal G1.

Segundo o ouvidor da Polícias, Benedito Mariano, a Corregedoria da PM vai analisar quais os policiais serão afastados. "No primeiro momento da ocorrência sim, foram seis policiais militares, mas cabe ao corregedor analisar e definir quem será afastado".

Segundo o boletim de ocorrência registrado no 89° DP (Portal do Morumbi), as nove mortes são investigadas como suspeitas provocadas em um acidente. Não há registro de que sejam classificadas como Morte Decorrente de Intervenção Policial (MDIP).

Os moradores dizem que a a polícia entrou na comunidade e fechou as esquinas da Rua Ernest Renan com a Rua Herbert Spencer e Rodolf Lotze. Depois, os policiais atiraram bombas de gás e balas de borracha, jogaram garrafas, bateram com cassetetes e usaram sprays de pimenta na multidão e muitos jovens entraram em vielas e foram pisoteados.

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