Primeiro debate pela Prefeitura do Rio ignorou denúncias contra candidatos e evitou temas polêmicos

Primeiro debate dos candidatos à Prefeitura do Rio foi marcado pela não confrontação entre os postulantes mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, Eduardo Paes e o atual prefeito e candidato à reeleição, Marcelo Crivella

(Foto: Reprodução/Band)
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247 - O primeiro debate dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro, realizado pela TV Bandeirantes nesta quinta-feira (1) foi marcado pela não confrontação entre os postulantes mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, sendo considerado “morno” por quem o assistiu. O ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) e o atual prefeito e candidato à reeleição, Marcelo Crivella (Republicanos) não foram confrontados pelos adversários sobre temas considerados importantes para a capital fluminense., como as milícias

Paes é réu na Justiça Eleitoral pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e corrupção passiva, enquanto Crivella é suspeito de desviar recurso públicos por meio de um esquema batizado de “QG da propina”. Eles não foram questionados sobre os casos. 

Durante o debate, que teve como mediador o jornalista Carlos Andreazza, a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS) e o ex-CEO do Flamengo Fred Luz (Partido Novo) partiram para o ataque. Clarissa atacou o rival após ele fazer um discurso antipolítica que teve como alvos os pais da parlamentar, os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. “Você vem com essa casca de Partido Novo, mas, na verdade, você é um machista que gosta de menosprezar a história das mulheres”, rebateu Clarissa. 

Já Eduardo Paes e a deputada estadual Martha Rocha (PDT) discutiram sobre o endividamento do poder púbico municipal. Paes afirmou “não estudou direito o assunto” e Martha qualificou o ex-prefeito de “malandro”, debochado” e “desrespeitoso”. “O teu filme não vale a pena ver de novo”, completou. Crivella, que é apoiado por Jair Bolsonaro, também criticou Paes por deixar uma suposta “herança maldita” deixada por ele na prefeitura. Crivella praticamente ignorou Bolsonaro.

Já Benedita da Silva (PT) e Crivella discutiram a gestão da pandemia no Rio. Ao rebater as críticas feitas pela deputada, Crivella falou sobre os aparelhos de tomografia adquiridos pelo poder público. “Aonde está esse aparelho de tomografia? Onde foi colocado primeiro? Onde a comunidade não tinha acessibilidade porque era um espaço da igreja e isso não podemos fazer. As pessoas deixaram de frequentar. Temos que ter um estado laico, aonde nós possamos agir como gestores públicos. E não confundir o púlpito com palanque político”. 

“Você deixou as pessoas morrerem sem atendimento nos hospitais, como quer falar de ideologia de gênero enquanto a população está morrendo? Isso é uma vergonha”, rebateu Benedita. 

Crivella também atacou a deputada estadual Renata Souza (PSOL), ao afirmar que se ela vencer o pleito irá promover a distribuição de “kit gay” e “liberar as drogas” nas escolas municipais

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